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Ciro foca em infraestrutura e diz que políticos têm dívida com o Sul do Piauí

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O candidato à reeleição, senador Ciro Nogueira (Progressistas), admitiu nesta segunda-feira (20) que a classe política do Estado tem dívidas com o Sul do Piauí. Segundo ele, a região precisa cada vez mais de investimentos, já que pode ser considerada um dos últimos polos de desenvolvimento do país.

“Todo o quadro político do Piauí tem uma dívida muito grande com o sul e eu me incluo entre os devedores. Por conta da pouca população, os políticos não dão tanta atenção, não tem muitos votos lá. Eu acho que isso é um erro grave e temos que corrigir. Nós temos que ver o sul como a grande alavanca do crescimento do país e não só do Piauí. Temos que levar infraestrutura, já que é um polo de desenvolvimento do país. É a última fronteira agrícola”, disse o senador durante entrevista ao Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde.

Se reeleito, o senador afirmou que irá focar o novo mandato na busca por obras estruturantes para o Piauí, como a conclusão da rodovia Transcerrados e da ferrovia Transnordestina. “Meu grande foco serão as obras estruturantes, como exemplo a adutora do litoral, transcerrados, transnordestina. Sobre a transnordestina, passei a semana passada inteira para tentar voltar essa obra e final do ano retomar e a gente concluir no ano que vem”, afirmou.

Ciro criticou ainda a falta de projetos para obras no estado, como a duplicação das BRs. “Consegui os recursos para a duplicação, mas não tinha os projetos, temos que trabalhar esse estado a curto e médio prazo. Próximo ano é o ano de atrair grandes indústrias. Não depende só de vontade política”, declarou.

Voto em Lula

O senador se defendeu de colocações da imprensa nacional de que estaria traindo o candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) após participar do lançamento da campanha de Lula em Teresina, no evento representado pelo seu vice, Fernando Haddad.

“Eu sempre disse que se presidente Lula vier a ser candidato terá meu apoio. Estranho seria se eu tivesse mudado de posicionamento. O partido apoiou Geraldo Alckmin e liberou os estados. Aqui foi unanimidade apoiar o presidente Lula. A decisão de apoiar o Lula não é só minha. É um sentimento de gratidão que o piauiense tem a ele. Na caminhada ele estava ali como vice e se eu apoio o Haddad apoio o Lula, que não pode estar aqui. Apenas consolidamos que estamos dizendo há 2 anos. Na convenção ficou claro que os estados foram liberados. Nunca deixei dúvida da minha palavra e vou manter até o final da minha vida pública. Nosso apoio ao presidente Lula é incontestável e se ele vier a ser impugnado vamos nos reunir e tomar uma definição”, declarou.

Progressistas x PT

As rusgas do PT com o Progressistas por conta ainda do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo Ciro, foram superadas. A expectativa do senador é que os partidos marchem unidos até a hora do voto.

“Vou trabalhar para que 100% dos Progressistas votem no Wellington Dias e em Marcelo Castro Castro, agora as lideranças são livres. Não tem essa de faca no pescoço. Eu vou trabalhar com convencimento. Assim como quero contar com o apoio do PT. Tinham algumas restrições, mas está solucionado”, afirmou.

Foto: Catarina Malheiros

Lava Jato

Durante a entrevista, Ciro falou ainda do arquivamento da denuncia contra ele no âmbito da operação Lava Jato. “Você tem uma vida onde procura ser correto. Tive coragem de dizer até que renunciava. Ninguém pode ser exaltado por este tipo de situação. É um dever qualquer homem ser honesto. Sempre tive minha consciência tranquila. Eu sempre disse que ia provar minha inocência. Não fui condenado a nada, nem réu eu fui. O delator é um bandido que quer escapar dos seus crimes”, finalizou.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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