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Bancários do BB, Caixa e Bradesco de Teresina cruzam os braços por uma hora

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Mais três agências bancárias aderiram a paralisação de 1h, de 10h às 11h, para protestar contra a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o impasse nas mesas de negociações. Nesta quinta-feira (23/08), foi a vez do Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal do Bairro Barão de Gurgueia, na zona Sul de Teresina aderirem ao movimento.

Na oportunidade, devido ao grande fluxo de clientes, os dirigentes sindicais pediram a compreensão de todos por conta dos transtornos, mas disseram que a paralisação é a forma encontrada pela categoria para pressionar os representantes dos bancos a apresentarem uma proposta decente que contemple as reivindicações da categoria.

Em seu discurso no Bradesco, o diretor Marcus Vinícius esclareceu ao público os motivos da paralisação, fazendo um breve relato sobre os desdobramentos das negociações, desde a entrega da pauta de reivindicações no dia 13 de agosto, bem como o impasse nas rodadas por parte da Fenaban ao longo dos oito encontros com o Comando Nacional dos Bancários.

“O bancário não gosta de fazer greve, mas não vejo outra saída caso os banqueiros não tragam uma proposta decente”, avalia.

O diretor falou, ainda, sobre os problemas de saúde que acometem grande número de bancários nas agências por conta da pressão e cumprimento de metas, além da lei da terceirização e reformas trabalhista e previdenciária.“Mas também estamos defendendo mais contratações que vão resultar em melhoria no atendimento aos clientes e não queremos a retirada dos nossos direitos conquistados com muita luta”, diz Marcus Vinícius.

No BB, os dirigentes sindicais seguravam uma enorme faixa defendendo a permanência dos bancos públicos por serem os responsáveis pela fomentação do desenvolvimento no Nordeste, principalmente.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, Odaly Medeiros, conclamou os empregados da agência da Caixa a cruzarem os braços por uma hora, destacando a importância da união da categoria nesse momento. E temendo pela retirada de direitos e lutando pela manutenção dos empregos, todos se concentram em frente ao banco.

Com um discurso político voltado para a conscientização da população diante dos acontecimentos maléficos que podem prejudicar a sociedade, a diretora Francisca de Assis Araújo fez questão de informar aos clientes que apesar dos lucros exorbitantes dos bancos, nada tem sido feito para beneficiar empregados e clientes. “Todos continuam pagando tarifas e juros elevadas”, lamenta.

Analisando o atual sistema financeiro que, segundo ela, é prejudicial para a sociedade, De Assis informou que a direção da Caixa está demitindo empregados, suspendendo concursos e o governo ainda barrou os investimentos para os programas sociais que tanto beneficiam os trabalhadores brasileiros”, ressalta a diretor. Ela acrescenta que o tipo de situação é um total desrespeito das instituições bancárias aos seus clientes.  

Com a proximidade das eleições, ela disse que os clientes podem ajudar a construir uma sociedade mais justa e um mundo melhor. "Se procurarem em saber quem são e votarem nos candidatos que defendam os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”, pondera De Assis.

Agradecendo a compreensão dos clientes, Odaly Medeiros destacou ainda a inércia da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), que não fiscaliza os bancos que descumprem a lei municipal nº 2.743/1988 (Lei da Fila), a qual prevê um tempo máximo de espera de 30 minutos na fila de banco (em dias normais) e 40 minutos nos demais dias, cujo descumprimento resultaria em advertência por escrito e, em caso de reincidência, aplicação de multa que varia de 200 a 3 milhões de UFIRs, de acordo com o Artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor, chegando até a suspensão do alvará de funcionamento do banco.

Para finalizar, a presidente da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Piauí, Maria da Glória Araújo, pediu desculpas aos clientes pelos transtornos que uma paralisação causa, “mas só assim podemos lutar por melhores condições de trabalho para os empregados e melhorar o atendimento ao público”, conclui.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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