Cidadeverde.com
Entretenimento

‘Não sou de cair com facilidade’, diz Elba Ramalho sobre separação

Imprimir
O ano ainda não acabou, mas Elba Ramalho pode resumir seu 2008 com a expressão “do céu ao inferno”. A cantora de 57 anos começou o ano formalizando sua união no religioso com o empresário Gaetano Lops, 32, com quem era casada havia 12 anos. A mesma cerimônia serviu para batizar a segunda filha adotiva do casal, Maria Esperança, de 2 anos – eles também são pais de Maria Clara, de 6. Depois, veio a crise no casamento, a separação e declarações públicas de que havia sido traída.
 

Elba Ramalho: ela só quer saber dos 30 anos de carreira e da nova filha que vai chegar


Mas Elba não é de ficar se lamentando e, assim como conheceu as dificuldades, ela também sabe o caminho de volta para o paraíso. Em bate-papo com o EGO, ela fala sobre como viveu a separação, mas também dos 30 anos de carreira que vai comemorar em 2009, do Grammy Latino de melhor álbum de música contemporânea regional pelo disco “Qual o Assunto que Mais lhe Interessa?” e também da terceira filha que vai adotar, Maria Paula, e que chega para passar o Natal com a cantora.

“Separar é uma coisa comum que pode acontecer com qualquer pessoa. O que importa é que estou fechando o ano serena, ganhei um Grammy com um disco que eu gosto, minhas filhas estão maravilhosas, e ainda estou ganhando mais um filha que Deus está me dando. O que eu quero mais?”diz ela com um enorme sorriso no rosto.

Elba também já ganhou um novo amor, o músico de sua banda, Cezinha do Acordeon. Mas sobre isso, ela não fala muito. “Não tenho medo de viver, de ser feliz nem de encarar as histórias. Quero amar muito e fazer os outros felizes”, diz.


2008 será emblemático, não? Você começou casando, separou e está se preparando para comemorar 30 anos de carreira. Já parou para pensar nisso tudo? 
Eu casei quando?

Em janeiro.
Agora? Desse ano?

Ela posa para em sua casa no Rio de Janeiro

Isso.
Foi? Eu esqueci. Está vendo como as coisas passam? Eu não lembrava que tinha casado em janeiro. Foi quando batizei minha filha, Maria Esperança. Pois é... Casei, separei... Acho que 2008 é um divisor de águas para mim. Não só para mim, que teve a vida transformada na parte afetiva, mas para toda a humanidade. Separar é uma coisa comum que pode acontecer com qualquer pessoa. Aconteceu comigo, pode acontecer com você, aconteceu com minha mãe. Casar e separar é normal. Mas é um ano que está me oferecendo uma experiência incrível, rica, mais um aprendizado.  Depois de 12 anos vivendo uma coisa, consegui transformar meu casamento em outra coisa. Não existe mais a relação marido e mulher, mas tem a relação de amigos, e eu parto para outras experiências, e ele também.

Como conseguiu superar esse momento?
Tudo passa. Tem uma coisa que Gilberto Gil escreveu que diz que “o tempo é rei”. É verdade só dar tempo ao tempo, ter calma, não sou nem a primeira, nem a última a me separar, e a ficar exposta no olho do furacão. Uma coisa seria ficar no olho do furacão porque menti, traí ou fui sacana. Minha separação e minha nova fase de vida são uma conseqüência de tudo. Dou a culpa a quem tem culpa. Meus ombros estão limpos e minha consciência está serena e tranqüila.

Como suas filhas receberam a notícia da separação?
Não deixamos espaço para que elas sentissem falta. Esperança não entende muito. Maria Clara teve a notícia. A princípio ela reagiu com tristeza, chorou. Mas depois ficou feliz com a idéia de ter duas casas. Achou chiquérrimo ter duas casas, fazer tudo dobrado com o pai e com a mãe. Mas o mais importante é que ela percebeu que continua a ter o amor dos dois.

Como faz para administrar duas filhas pequenas em casa junto com a carreira de cantora?
Eu me esmero em ser uma boa mãe, independentemente de estar perto ou longe. Quando estou no Rio fico à disposição delas, mas também não abro mão das coisas que tenho que fazer porque é minha profissão e eu vivo disso. Mas se pudesse, gostaria de ser uma mãe tradicional, daquelas que ficam em casa, que lavam, passam e cozinham. Acho fantástico, e uma das profissões mais lindas da mulher: saber ser mãe, esposa e servir com prazer, como era a nossa mãe. Mas não tenho talento para ser dona-de-casa (risos). 

É verdade que você quer encomendar mais uma filha?
É, sim, e ela chega daqui a um mês. Olho para o lado, enxergo a necessidade, vou lá e socorro. Vou ficar velhinha socorrendo. Tenho 57 anos, tenho uma filha de 2 anos, outra de 6 e, em breve, terei uma de 5. Vou ficar com 80 anos e vou ter uns 10 filhos(risos). 

 
Mas é um projeto ter 10?
Não (risos), não tem projeto nenhum. Não digo que dessa água não beberei. Gosto de servir, de ajudar, fazer caridade e compartilhar com os outros as coisas boas que Deus me deu.


Ela já tem nome?
Ela tem nome, sim, e não vou mexer porque acho muito bonito, que é Maria Paula. Mais uma Maria aqui em casa. São as três rosas de Nossa Senhora que vou oferecer a ela.

O Natal vai ser com a casa cheia então?
Sim, vai ser animado. E dá uma ansiedade enorme. Chega a dar um nó na barriga. Vou ser mãe de novo! Mas recebo isso com tanta naturalidade. Só quero cercá-la de amor e que ela seja feliz. Vou dizer para ela: “Olha, isso aqui é para você ser feliz e sorrir o tanto que você não sorriu. A partir de agora, você está assegurada pelo nosso amor.

A Maria Paula foi pensada por você e o Gaetano?
Não, já foi um projeto meu mesmo. Ela é uma menina que eu já conhecia. Vivia com a mãe, mas ela a abandonou e ela foi colocada para adoção. Não quis deixar que ela fosse para qualquer lugar e estou indo lá buscar. Esta é minha filha.

Luã não fica com ciúmes dessa mulherada toda dentro de casa, não?
Luã é o príncipe da casa. Ele adora brincar com as irmãs. Ele é amoroso e um parceirão que eu tenho. Luã está acima do bem e do mal. Não conheço ninguém no mundo - sem ser mãe coruja - , que seja igual ao meu filho. Ele é bom caráter, tem boa índole e tem muita doçura dentro dele.

Em 2009, você completa 30 anos de carreira. Como pretende comemorar essa data?
Quero comemorar com dois trabalhos: um CD com música de compositores contemporâneos do nordeste como Maciel Melo e Acioli Neto e, para o segundo semestre, quero lançar um CD em homenagem a Zé Ramalho.

Mas você não vai fazer nada para você?
Não sei. Talvez eu lance um álbum de fotografia feitas por mim. Quando completei 20 anos eu lancei um livro, mas talvez eu não queria dar ênfase a essa coisa, não.

Qual o seu maior orgulho nesses 30 anos de carreira?
Meus filhos e meus 30 discos. Não é fácil viver no país em que vivo, cantar o que eu canto e ter enfrentado preconceito ao levar uma cultura que há 30 anos não era tão conhecida no resto do Brasil. Apesar disso, consegui me estabelecer e, gloriosamente ainda consegui levar a cultura do Nordeste para fora do Brasil.

Tem algum arrependimento?
Não penso muito nisso. De um modo geral, sempre fui uma pessoa muito bem quista e sei que não fiz inimigos, não tenho do que me arrepender, não. Tenho é que me perdoar. Se errei, tenho que amadurecer e não errar mais. O que importa é que estou fechando o ano serena, ganhei um Grammy com um disco que eu gosto, estou fazendo um outro trabalho em estúdio, estou em uma paz de espírito infinita, minhas filhas estão maravilhosas, e ainda estou ganhando mais um filha que Deus está me dando, minha saúde está dez. O que eu quero mais? Paz e amor para todo mundo (risos). Acho que nunca é tarde para você conquistar a felicidade. O que não pode é se entregar. Nunca fui uma pessoa de cair com facilidade. Não tenho medo de viver, de se feliz, de encarar as histórias, nem as emoções. Quero amar muito e fazer os outros felizes.
 
 
 
Fonte: Ego
Tags:
Imprimir