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Kakay, advogado de Ciro, atribui operação da PF a uso eleitoreiro

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O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, condenou nesta quinta-feira (28) a operação da PF - que aconteceu hoje (27) - na sede do Progressistas em Teresina. Kakay diz que a ação é para uso eleitoreiro contra o senador Ciro Nogueira e que não tem sentido uma busca e apreensão a dez dias das eleições.

"É inexplicável uma busca e apreensão a essa altura. Vejo como uso eleitoreiro em uma investigação que está a um ano e meio de um delator e de uma ação que já foi rejeitada".

Hoje, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sede do PP e na residência de um funcionário do partido. A investigação foi a pedido da PF que apura crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração tem origem na delação de executivos da Odebrecht.

Segundo Kakay, a investigação não tem nenhuma novidade e que o processo já foi ganho pelo defesa do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. 

"Há um risco gravíssimo de uso eleitoral, o que existe é uma criminalização da política e a justiça precisa atuar de forma serena e sem ativismo político", disse o advogado.

Veja nota Kakay: 

O Senador Ciro Nogueira foi citado nas delações da UTC e da Odebrecht. A delação da UTC deu ensejo a uma Denúncia feita pela PGR que foi REJEITADA pelo Supremo  Tribunal Federal. Nela o Supremo desconsiderou o valor probatório mínimo da delação e sequer permitiu a abertura do processo penal contra o Senador.A outra delação, da Odebrecht, fez com que fosse aberto o Inquérito 4407 no Supremo. Esta delação, bastante conhecida, é antiga. O Inquérito esta aberto no Supremo Tribunal ha 18 meses. A Defesa indaga o porquê de ser determinada busca e apreensão contra o PP há 10 dias das eleições? Obviamente não havia necessidade e urgência para esta medida neste momento. Embora o Senador não seja alvo da medida de busca o prejuízo eleitoral é evidente. Mais uma vez enfrentamos a criminalização da politica, com o agravante que agora estamos em pleno processo eleitoral. Uma busca baseada em uma delação antiga ,dentro de um inquérito aberto ha tanto tempo e determinada ha 10 dias das eleições é uma verdadeira intromissão do Poder Judiciário no processo eleitoral. A Defesa não se preocupa em absoluto com o que foi apreendido ,mas denuncia o uso eleitoral que certamente se fara desta decisão judicial inoportuna, inadequada e desmedida neste momento. A criminalização da politica tem que ser enfrentada em nome da normalidade democrática.  

 

Fash Yala Sena
[email protected]

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