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Caso Camilla Abreu: TJ nega lentidão em processo para expulsar capitão da PM

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O desembargador do Tribunal de Justiça Erivan Lopes negou que haja qualquer morosidade no julgamento do processo para expulsão do oficial Alisson Wattson da Silva Nascimento dos quadros da Polícia Militar. Alisson, então namorado da vítima, é capitão da PM e é réu acusado de matar a jovem a tiros e ocultar o seu corpo em outubro do ano passado.

"Esse processo não é da relatoria da presidência mas diante da manifestação pude me inteirar - é um processo pela perda da patente do oficial. Protocolado há apenas cinco meses - o relator tem dado impulso oficial necessário e ele se encontra no momento no Ministério Público Estadual para emissão de parecer.  Não existe morosidade é um processo novo, de maio de 2018 e para o número de processos que nós temos, entendo eu que está com uma tramitação regular. Assim que este processo chegar o relator vai elaborar o voto e pedir pauta para julgamento para que o tribunal delibere a respeito do pedido", avalia o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Erivan Lopes.

Os familiares utilizaram um caixão para chamar atenção do Tribunal de Justiça durante uma manifestação na manhã desta sexta-feira (26). A advogada do caso, Ravena Castro, afirma que o capitão Allisson permanece preso, mas ainda recebe salário de quase R$10 mil. A defesa pede a conclusão do processo de expulsão do capitão dos quadros da PM e que a pauta seja julgada o quanto antes porque a sensação da família é de injustiça e impunidade. 

Advogado defende inocência

O advogado de defesa do capitão Alisson Wattson afirma que o militar é inocente e diz ter certeza de que ele será absolvido pelo crime.

"O tiro foi acidental. Em nenhum momento o capitão é réu confesso, pelo contrário, desde o inquérito policial e na instrução criminal ele declara que o tiro foi acidental, logo, não foi ele que atirou. Em segundo, quanto a perda do posto da patente temos certeza que ele será absolvido tanto perante a perda como também pelo processo criminal", afirma o advogado Pitágoras Veloso.

Segundo Pitágoras o capitão tem 18 anos de Polícia e durante esse período nenhuma irregularidade foi cometida. "O seu comportamento lá é ótimo, ele sempre recebeu elogios e não teve nenhuma intenção nesse sentido. Ele é inocente, não está se esquivando e vamos provar que ele é inocente", conclui o advogado.

Foto: Rayldo Pereira/ Cidadeverde.com

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

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