Cidadeverde.com
Geral

Juiz nega revogação da prisão do ex-namorado de Aretha e autoriza exame

Imprimir

Foto: Lyza Freitas

O juiz Antônio Nollêto,  da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, negou a revogação da prisão preventiva de Paulo Alves dos Santos Neto, acusado de matar a cabeleireira Aretha Dantas, e determinou a sua internação no Hospital Areolino de Abreu para a realização do exame de higidez mental. O pedido foi feito pela defesa de Paulo, que sugeriu ainda a substituição da prisão por medida cautelar diversa.  O Ministério Público Estadual se manifestou pelo indeferimento do pedido.

Segundo o diretor do  Hospital Aerolino de Abreu, Ralph Trajano, o exame é agendado previamennte e não necessariamente o paciente fica internado. "O exame de sanidade mental é um procedimento agendado. O paciente continua detido onde ele estiver. Se for um paciente que precise ficar internado, ele pode até ficar para o tratamento. Mas se não for o caso, ele retorna à detenção com exame agendado. Só fica se realmente precisar ser tratado", explica o diretor.

A prisão em flagrante do acusado foi decretada em 17 de maio de 2018 pelo juiz da Central de Inquéritos. Para o magistrado, "as circunstâncias em que o delito foi praticado denotam a periculosidade do agente, bem como a existência de risco à ordem pública, caso seja posto em liberdade".

Em sua decisão, o juiz diz ainda diz que a prisão preventiva pode ser mantida com fundamento na garantia da ordem pública. "Diante da periculosidade concreta do agente, sem que isso constitua violação ao princípio da não-culpabilidade", afirma.

Aretha Dantas, 33 anos, foi brutalmente assassinada na madrugada do dia 15 de maio com pelo menos 20 facadas seguida de atropelamento. O corpo dela foi encontrado na avenida Maranhão.  A vítima foi achada sem documentos que pudessem identificá-la e posteriormente a família, que sentiu falta da mesma, fez a identificação através das tatuagens no corpo. 

Aretha saiu de casa na noite de segunda-feira (14) sozinha para fazer um lanche em uma lanchonete próximo da sua residência no Bairro Saci e não voltou mais. Ela morava com a avó e foi velada na casa do pai, Aldir Claro, no Bairro Bela Vista, também na zona Sul. 

Foto: Arquivo pessoal

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Imprimir