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Regulamentação de gestantes na Evangelina Rosa poderá permanecer após interdição

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A Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) passará por melhorias na sua estrutura. A "ala canguru" e a UTI Neonatal passarão por reformar e uma nova sala de recuperação será construída.  A informação foi confirmada em entrevista coletiva nesta segunda-feira (26) com a direção da maternidade. 

Na coletiva, o superintendente de Assistência à Saúde (Supas), Dr. Alderico Tavares, contou que a logística implementada nos últimos seis dias deverá permanecer mesmo depois dos 60 dias previstos de interdição ética, estabelecida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-PI). 

"No segundo dia de interdição ética foram atendidos 24 gestantes, em um plantão de 12 horas. Dos 24 atendimentos, 17 eram  de autorrisco. Então, o médico teve mais tempo para se dedicar a aquela paciente que adentrava", disse.

Tavares também comentou que poderá haver a retomada de pacientes em baixo risco, mas com uma condição: o atendimento será apenas para as gestantes moradoras do entorno da MDER. 

"Essa região do entorno: Ilhotas, João Emilio Falcão, Três Andares, de risco baixo, serão atendidas, mas se essa paciente não fizer parte desse entorno (da Maternidade Dona Evangelina Rosa), será regulada para a rede municipal. Se a paciente for risco médio podendo evoluir para a alto risco será internada na Maternidade Dona Evangelina Rosa". 

Os casos de alta complexidade da Maternidade Dona Evangelina Rosa correspondem a 45% do atendimento na unidade. 

O diretor da unidade culpa a superlotação da MDER pelos problemas apontados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), que decidiu pela interdição ética do local na semana passada. Por conta dessa determinação, a maternidade deixou de atender os casos de baixa e média complexidade, sendo as gestantes encaminhadas para as maternidades municipais.

O Ministério Público do Piauí (MPPI) também acompanha a situação da maternidade.  Dentre os diversos problemas apontados pelo CRM e MPPI estão a falta de insumos básicos, como luvas, e medicamentos. 

O diretor da MDER,  Francisco Macedo, afirmou que "a equipe da maternidade trabalha no seu limite máximo" devido a superlotação.  Ele também pontua que os problemas decorrem da "longevidade da casa com suas mazelas".

A interdição também foi provocado pelo aumento no número de mortalidade de bebês do mês de setembro para outubro, passando de 14 para 29 mortes. Apesar dessa estatística,  o diretor esclareceu que houve uma redução da mortalidade de bebês quando comparado os anos de 2017 e 2018.  

"Em 2017, nós tivemos, ao longo do ano, 298 óbitos neonatal. E, no ano de 2018, neste mesmo período, nós tivemos 197. Isso demonstra que mesmo com a maternidade  tendo aumentando em torno de 21% no seu atendimento, houve uma redução significativa no óbito neonatal". 


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Com informações do Jornal do Piauí 

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