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Campeã sul-americana, seleção feminina de handebol inicia reconstrução

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Com aposentadoria prevista para o fim da temporada, em meados do ano que vem, Alexandra não foi convocada para defender a seleção brasileira de handebol no Sul-Americano da categoria. A opção do técnico Jorge Dueñas foi clara: renovar a equipe.

Por enquanto, a fórmula está dando certo. O time jogou bem um torneio amistoso na Espanha e foi campeã com sobras do Campeonato Sul-Americano, encerrado na segunda-feira (3). Assim, se classificou ao Mundial do ano que vem, no Japão.

O handebol, que tem seu principal centro na Europa, reveza seu calendário. Nos anos ímpares, o mês de dezembro é reservado ao Mundial. Nos pares, ao Campeonato Europeu. Por isso a janela começou para o Brasil com um torneio preparatório na Espanha, onde venceu a Alemanha (20 a 19), empatou com a Espanha e perdeu da Polônia (32 a 26).

Se as europeias usaram a competição amistosa como aquecimento para o Campeonato Europeu (que no handebol é praticamente um mini-Mundial), o Brasil viajou para Maceió (AL) para disputar o "Campeonato Sul e Centro-Americano", ainda que apenas times do Cone Sul tenham se inscrito. A cidade sede do torneio é a casa do novo presidente da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), Ricardo Souza, o Ricardinho.

Como esperado, o Brasil sobrou. Fez 28 a 9 no Uruguai e 39 a 9 no Chile. Diante do Paraguai, outro placar elástico: 40 a 19. No jogo final do pentagonal, enfim um duelo um pouco mais equilibrado contra a Argentina, vencida por 24 a 19. O confronto, porém, foi decidido ainda no primeiro tempo, quando o Brasil abriu 7 a 1.

Mais importante do que o resultado, já esperado, foi a seleção conseguir apresentar volume de jogo parecido com dos seus tempos áureos, agora com uma nova geração em quadra. Seguem no elenco poucas das campeãs mundiais de 2013, como a goleira Babi e as alas Duda e Deonise. Mas a maior parte do time foi renovado.

Coadjuvante na ponta no ciclo olímpico passado, Mariana Costa agora é protagonista e foi a artilheira da competição. Dara e Dani Piedade, pivôs que serviram à seleção por mais de uma década, agora dão lugar a Elaine Gomes e Tamires Araújo.

Mariana, Elaine, as alas Bruna de Paula e Patrícia Silva e a ponta Larissa Araújo, são de uma geração que em 2012 superou diversas potências europeias na primeira fase do Mundial Júnior, com expectativa de brigar por medalhas, mas acabou caindo nas oitavas de final. Agora, chegou a vez delas na seleção.

DEMÉTRIO VECCHIOLI
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 

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