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Investigação mostra que halo salvou Leclerc em acidente grave com Alonso

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Criticado, especialmente, pelo caráter estético, o halo se mostrou útil para aumentar a segurança dos pilotos na Fórmula 1. A comprovação veio no relatório da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sobre o acidente ocorrido com Charles Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps. O estudo foi detalhado nesta quinta-feira (6) pelos portais Motorsport e Autosport.

De acordo com o relatório da entidade máxima do automobilismo, o halo segurou o impacto do carro de Fernando Alonso, que passou sobre a Sauber de Leclerc em um dos acidentes mais impressionantes da temporada 2018. A peça de segurança ainda evitou que o bico da McLaren do espanhol se chocasse com a cabeça do monegasco, hoje piloto da Ferrari.

Os sites afirmam que a FIA estudou por semanas o acidente a fim de verificar a segurança do halo. A conclusão das imagens é de que a peça salvou Leclerc de um ferimento mais grave ou "até do pior". A maior preocupação era com o bico do carro atingindo com força o capacete do monegasco.

"O sistema de proteção ficou estruturalmente intacto e em condições de uso depois do impacto de 58 kN [Quilo Newton] da roda dianteira de Fernando Alonso, com a Sauber retirando normalmente o halo após o evento", escreve a FIA, reforçando que o halo também serviu para desviar a McLaren do cockpit de Leclerc e afastar qualquer possível colisão com o bico do carro.

"O carro de Alonso continuou a guinar em relação ao de Leclerc. Acreditamos que o bico de Alonso teria entrado em contato com a viseira de Leclerc", acrescenta o relatório.
Salvo pelo halo, o monegasco de 21 anos acabou atingido apenas por detritos de carbono do carro de Alonso. As imagens fortes contrastaram com as consequências da colisão, e Leclerc seguiu normalmente na temporada.

O jovem piloto e agora companheiro de Sebastian Vettel na Ferrari terminou 2018 com 39 pontos somados e na 13ª colocação. Alonso, por outro lado, ainda tem o futuro em aberto após se despedir da F-1.

Fonte: Folhapress

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