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Suspeito de matar Lara Fernandes é ouvido no DHPP e nega crime

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O suspeito de matar a jovem Maria de Lara Fernandes da Silva, encontrada morta às margens do Rio Parnaíba em Teresina, prestou mais de 4 horas de depoimento no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta terça-feira (11). Em interrogatório, Eduardo Pessoa Araújo, conhecido como Bafafá, negou as acusações e revelou que foi preso quando tentava voltar a Teresina para ver os filhos. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Feminicídio.

Por volta das 13h30 desta tarde, depois de prestar depoimento na DHPP, ele foi enviado novamente ao sistema prisional. À Polícia Civil, Eduardo confirmou que conhecia a vítima e que os dois mantinham relacionamento há quatro anos. Contudo, negou a autoria do crime e também as acusações de agressão contra a vítima.

Eduardo Pessoa responde a quatro processos criminais por furto e roubo. Ele estava foragido desde setembro deste ano. 

Sobre o sumiço, após a morte de Lara, Eduardo revelou que havia saído do estado porque sabia que estava sendo acusado de um crime. Do Piauí, Bafafá teria ido para São Luís-MA, Parnaíba-PI e foi preso em Piracuruca-PI, quando tentava voltar para a capital porque estava com saudade dos filhos. 

Apesar de negar as acusações, o coordenador do DHPP, Francisco Costa, o Baretta, já havia informado que não há dúvidas sobre a autoria do crime. 

"Já está mais que provada a materialidade e autoria do crime. Um dos indivíduos que tinha um colóquio amoroso com ela é o autor material do crime. Não podemos dizer outra coisa, a não ser a certeza de que ele foi o matador da Lara. Ele já era foragido do sistema prisional", disse Baretta em entrevista recente ao Cidadeverde.com.

(Foto: Reprodução Facebook/ Lara Fernandes)

Os advogados de Eduardo falaram ao Cidadeverde.com e confirmaram que ele nega a autoria do crime. Marcos Martins, um dos advogados disse que Eduardo continua afirmando que não tinha relacionamento amoroso com Lara e disse que o suspeito estava em casa com a família no momento do crime.

"Estava com a família. Com a esposa e com os filhos na casa dele. Ele não fugiu. O Eduardo é um fugitivo do sistema prisional, ele estava em regime semi aberto na Penitenciária Major César, ele fugiu de lá, então ele não estava fugindo deste caso exatamente, por isso ele estava em locais que praticamente ninguém sabia onde era", afirmou Marcos Martins.

De acordo com o advogado, o relacionamento que Eduardo teve com Lara  consta no inquérito policial e não houve, na versão de Eduardo, nenhum evento de briga entre Lara e o suspeito.
 
"Não se confirma, o Eduardo garante que jamais teve nenhuma briga ou discussão que chegasse as vias de fato com a Lara. Essa briga jamais existiu e são coisas que surgem no decorrer de qualquer processo criminal, de pessoas que falam o que querem, mas provar de que é verdade, não existe prova nenhuma. Ele mantinha um relacionamento com ela, mas não era amoroso no sentido especifico da palavra, que um amasse o outro ou namorasse o outro. O sentimento de perda dele é como se realmente perdesse uma amiga, uma pessoa que ele conhecia e com quem se relacionava e realmente uma pessoa que perde um conhecido fica triste como qualquer outra pessoa e eel está dessa forma". 

Graciane Sousa e Lyza Freitas
gracianesousa@cidadeverde.com

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