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CAPS Álcool e Drogas realiza 900 atendimentos mensais em Teresina

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Foto: Divulgação/ FMS

O uso constante de drogas lícitas ou ilícitas pode comprometer o funcionamento do cérebro e de outros órgãos, além de poder levar à morte. Em geral, quem lida com o problema acredita que conseguirá parar de usar assim que quiser, mas encontra a dependência como obstáculo. Foi o caso do Luiz de Sousa, que só percebeu que necessitava realizar tratamento para se livrar do vício após assistir a palestra sobre o tema no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que é mantido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e realiza em média 900 atendimentos por mês.

“Fui acompanhar uma amiga no CAPS AD. Nesse dia, acabei assistindo a uma palestra sobre álcool e me identifiquei. Eu bebia com frequência e por questões emocionais. Então resolvi iniciar o tratamento. A pessoa que quiser parar de beber ou de usar outras drogas tem que procurar ajuda, deixar de frequentar bares, fazer outras atividades no cotidiano e desenvolver um projeto de vida. Durante o processo, tive recaídas, mas nunca desanimei.”, relata Luiz de Sousa, usuário do CAPS AD.

Segundo Luanna Bueno, gerente de saúde mental da FMS, a história do Luiz de Sousa se assemelha à de centenas de pessoas e explica como elas podem ter acesso ao Centro: “A pessoa com problemas pelo uso de álcool ou outras drogas ilícitas pode, voluntariamente, se dirigir ao CAPS AD, que é porta aberta e possui toda a estrutura necessária. Além disso, equipes do Centro também realizam visitas a domicílio para sensibilizar o dependente a conhecer o serviço de ajuda.”, afirma.

A coordenadora do CAPS AD Elizandra Carvalho, explica sobre o funcionamento do CAPS AD: “A pessoa passa por triagem para avaliação do grau de dependência e é desenvolvido projeto terapêutico de acordo com o caso. O Centro conta com profissionais de enfermagem, psiquiatras, psicólogos, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista e clínico geral. Quanto ao tratamento ofertado, este pode ser intensivo (o usuário frequenta diariamente o Centro), semi-intensivo (a frequência é de 3 dias na semana) e não-intensivo (a frequência é de um dia na semana ou quinzenal)”.

De acordo com Elizandra Carvalho,  o Centro trabalha na perspectiva de redução dos danos causados pelas substâncias entorpecentes: “NO CAPS AD, realizamos trabalho voltado para reduzir danos decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Assim, procuramos estratégias para diminuir o consumo ou diminuir os riscos à saúde associados ao consumo de drogas lícitas e ilícitas. Agora, se a pessoa manifestar interesse em parar de usar drogas (ficar em abstinência), iremos contribuir sim com esse processo.”, afirma.

A enfermeira do CAPS AD, Cristina Mayra,  ressalta que as consequências negativas do uso excessivo de álcool ou outras drogas não são apenas físicas, mas também sociais: “Além dos inúmeros problemas de saúde, que podem, a depender do agravamento, resultar em morte, tem os prejuízos sociais e psicológicos que são muito evidentes. Os vínculos familiares se fragilizam ou se rompem totalmente. Nestes casos, é comum a separação conjugal. Os familiares também podem ficar adoecidos, devido ao alto grau de sofrimento”, finaliza.

Da Redação
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