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Dnocs divulga relatório sobre açudes do Piauí; Caldeirão chega a 100%

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 Foto: Arquivo/ Piripiri40graus

O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) divulgou nesta quinta-feira (21), um relatório com a situação das barragens do Piauí referente a capacidade de armazenamento de água. Dos 25 açudes monitorados, apenas um chegou a 100% de armazenamento. Trata-se do Caldeirão, em Piripiri, a 157 km ao Norte de Teresina. Outra barragem que está perto de atingir nível máximo também fica localizada em Piripiri. O reservatório do açude Pé de Serra chegou a 96,30% da capacidade.

Em São João do Piauí, a situação é semelhante. A barragem do Jeninapo está, de acordo com o Dnocs, com 90,73% de sua capacidade máxima.

Os demais reservatórios, mesmo com o período chuvoso, ainda armagam os efeitos da estiagem. Estão em melhor situação os açudes Boquinha (Beneditinos) com 74,59% da capacidade e Campo Maior, com 83,33%.

Há reservatórios, de acordo com o Dnocs, que estão praticamente em volume morto. É o caso de Algodões II (Curimatá), com 12,96%; Barreiras (Fronteiras) com 3,41%; Cajazeiras (Pio IX) com 4,86%; Piaus (São Julião) com 9,57%. A situação mais grave é no açude de Fátima, em Picos, que está totalmente seco.

Caldeirão

O aparecimento de buracos na estrada que passa pela coroa da barragem deixou a população local em alerta, provocando a intervenção de órgãos, como o Departamento de Estradas de Rodagens (DER), que anunciou uma operação tapa-buraco emergencial.

Segundo Francisco Ribeiro, chefe do setor de Recursos Hídricos do Dnocs, a barragem não corre risco de rompimento e todas as medidas paliativas que se apresentaram como necessárias já foram tomadas. Após o período chuvoso, o órgão deve iniciar uma série de obras de restruturação do reservatório, que até lá segue sendo monitorado.

Foto: Clemilton Silva/Repórter 10

“Em Caldeirão, será realizada a implantação da drenagem superficial, tanto no sentido longitudinal como transversal. O objetivo é capturar as águas que correm das ombreiras e direciona-las para uma saída já concretada, que não cause nenhuma erosão e não atinja o coroamento da barragem”, explica o engenheiro.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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