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Direção solicita ao CRM nova interdição ética da Maternidade Dona Evangelina Rosa

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Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

Atualizada às 13h52

A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa solicitou ao Conselho Regional de Medicina do Piauí uma nova interdição ética por pelo menos dois meses. O ofício foi encaminhado ao CRM e à Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta-feira (11).

Em novembro do ano passado o CRM interditou a maternidade e, segundo a direção da unidade, a interdição só trouxe benefícios à Evangelina Rosa. Isso porque no período a MDER priorizou o atendimento à pacientes de alta complexidade, o que fez com que a demanda diminuisse.

Com o fim da interdição, o número de pacientes da maternidade voltou a aumentar. A maternidade voltou a receber grávidas de médio/baixo risco oriundas de outras maternidades de municípios do Piauí, inclusive de Teresina. 

Segundo a direção, a falta de regulação resulta na superlotação da maternidade Dona Evangelina, que foi constatada ontem em vistoria feita pelo Conselho Regional de Medicina. 

No oficío assinado pelo diretor geral da maternidade, Francisco Macedo, o pedido de interdição é justificado pela falta de regulação. "Diante do relaxamento que vem ocorrendo pelo não funcionamento adequado dos núcleos de regulação estadual e municipal, levando a superlotação e dificultando o seguimento das reformas referencias pelo CRM, prejudicando o atendimento do binômio mãe/bebê", diz.

* Resposta CRM

A presidente do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI), Mírian Palha Dias Parente, informou ao Cidadeverde.com que a solicitação será avaliada na próxima plenária, sem data prevista. "Nós já recebemos o documento, mas só vamos decidir sobre a situação na próxima plenária". 

Em fiscalização realizada nesta quinta-feira (11), o CRM-PI, flagrou superlotação e enfermarias interditadas na Maternidade Dona Evangelina Rosa.

De acordo com o CRM, a superlotação é constatada “em todos os setores da instituição, entre eles enfermarias e no centro cirúrgico”.  

Para os fiscais do Conselho, “é preciso que o Estado e o município de Teresina tomem para si a responsabilidade inadiável de estruturarem unidades de saúde que atendam gestantes e recém nascidos, mantendo as estruturas de exames necessários e em funcionamento, bem como regularização das escalas médicas, assim se evitaria a superlotação na MDER”.

A presidente do CRM-PI,  presente na vistoria, conta que além de enfermarias lotadas, recém-nascidos e mães continuam nas dependências do centro cirúrgico por falta de vagas nas enfermarias, após cesarianas, provocando caos nos atendimentos e sobrecarga das equipes médicas. 

Além disso, a maternidade, que passa por reforma desde o ano passado, está com três enfermarias interditadas devido às obras terem sido paralisadas. A justificativa, de acordo com o CRM é que a estrutura física da unidade é inapropriada para suportar tamanha demanda, não é segura para receber as melhorias exigidas tanto pelo CRM-PI, quanto pelo Ministério Público Estadual.

Embora, não tenha sido constatada falta de medicamentos e insumos, como ocorreu em outras fiscalizações, o Conselho afirma que no momento da vistoria não havia aparelhos de Sonar suficientes e alguns estavam quebrados e também faltva cardiotocografo, aparelho que registra a frequência cardíaca fetal.

 

 

Izabella Pimentel
[email protected] 

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