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Especialista em libras ministrará curso em congresso de Educação Física

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Dos 13 cursos que serão a grande movimentação do XIV Congresso Piauiense Científico da Federação Internacional de Educação Física – Delegacia Regional do Piauí, um trará como abordagem a comunicação, retratada pela linguagem de libras, que é a segunda língua oficial do Brasil. O Congresso acontecerá no Setor de Esportes da Universidade Federal do Piauí – UFPI, de 29 de maio a 1º de junho. Este ano o evento homenageia os 70 anos da FiEP Brasil.

Sobre o Curso 10, que traz como tema “Libras: Necessidade emergente de comunicação”, o ministrante será o Prof. Dr. Estélio Silva Barbosa, que é especialista em Educação Especial pela Uespi, em Língua Brasileira de Sinais – Libras pela UFPI, entre outros, mestre em Ciências da Educação pela Universidade Tecnológica Intercontinental do Paraguai e doutor em Ciências da Educação pela mesma instituição e autor de publicações e os livros Língua Brasileira de Sinais LIBRAS  e Libras aspectos introdutórios.

O curso teórico e prático acontecerá no dias 31 de maio, na sala de aula do Setor de Esportes, das 17h30 às 22 horas, e no dia 1º de junho, de 8h às 12 horas. Podem participar profissionais inscritos no congresso e de várias áreas, como educadores, profissionais de educação física, fisioterapia, nutrição, artes dança, entre outros. O objetivo do curso, segundo o Prof. Estélio, é conduzir os participantes ao contato físico teórico e prático com a língua brasileira de sinais - Libras.

Oficializada como a segunda língua no país  pela Lei 10.436 24 de abril de 2002  e o Decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005, a importância da ‘Libras’ se justifica  pela necessidade da comunicação, da interação necessária com o surdo. “As escolas, academias, assim como qualquer setor de órgão publico ou privado podem ter como cliente alunos pessoas surdas, usuário de  Libras. Faz-se então necessária a aprendizagem de língua. O profissional da  área da educação física que orienta sobre as atividades físicas precisa ter conhecimentos  necessários para  interação  com essa clientela (os surdos)”, destaca o ministrante.

O prof. Estélio diz que aprender Libras requer práticas, treinos, repetições, assim como ocorre com  aprendizagem de qualquer língua. “Não é somente  o tempo que vai determinar sua  aprendizagem e sua interiorização, o que vai conduzir a uma aprendizagem sólida e eficaz da língua libras é a prática contínua de sua aprendizagem. Tenho alunos que aprenderam uma comunicação simples e básica  com uma carga horária de 36 horas.  Tenho alunos que aprenderam uma comunicação simples e básica em 120  horas, mas que depois esqueceram os sinais porque não continuaram a  prática. Então  é a vivência  com a linguagem”, disse o ministrante, que é coordenador e professor da disciplina de Libras pela UAPI-UFPI e desenvolve pesquisa na área da Educação de pessoas com necessidades especiais, Metodologia Científica e formação de professores.

 

redacao@cidadeverde.com

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