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SAMU de Teresina é pioneiro no Nordeste ao criar projeto para atender paciente surdo

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Foto: Ascom/FMS

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Teresina é pioneiro no Nordeste a implantar o projeto intitulado Libras na Saúde para atendimento a pacientes surdos. Assim, é possível ensinar língua de sinais aos profissionais para que eles possam se comunicar com pessoas surdas no momento de urgência. A informação foi divulgada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), após pesquisa junto aos SAMU’s das capitais nordestinas.

O curso presencial de Libras no SAMU de Teresina já formou cerca de 40 alunos. A previsão é que, este ano, o curso seja semipresencial, com acesso às teorias via plataforma de ensino à distância. “Os profissionais interessados do SAMU e também da Fundação Municipal de Saúde (FMS) poderão ter acesso online ao curso de Libras. Inicialmente, serão treinados profissionais do Centro Integrado Lineu Araújo”, ressalta Francina Amorim, diretora geral do órgão.

De acordo com Patrícia Marques, servidora do SAMU e idealizadora do projeto, há dificuldades no atendimento da comunidade surda a nível nacional. “Então surgiu a ideia de adaptar o curso de Libras com sinais específicos para a saúde. Assim, é possível que o profissional entenda, por exemplo, o que paciente surdo está sentindo, se tem doenças crônicas ou alergia a medicamento. Estas informações são cruciais para um atendimento qualificado”, explica.

Ela explica ainda que, para contribuir com a difusão da Libras, o Projeto Samuzinho também possui aulas de Libras para as crianças, e também conta com uma criança surda na turma, realizando inclusão e fortalecendo as ações de responsabilidade social do SAMU.

Elisângela de Jesus, técnica de enfermagem do SAMU, conta que na ambulância, atendeu um paciente surdo. “Ele estava com rebaixamento do nível de consciência por ingestão de álcool. Na época, não sabia Libras e consegui me comunicar por escrito com o acompanhante, também surdo, mas que sabia ler português. Após o curso, foi totalmente diferente: atendi outra paciente surda em hospital e ficamos felizes pela fluidez da comunicação”, comemora.

O presidente da FMS, Charles Silveira, afirma que o projeto de Libras qualifica a assistência pré-hospitalar de Teresina e que, nos últimos anos, o SAMU tem passado por diversas melhorias. “Podemos citar a qualificação junto ao Ministério da Saúde da frota de ambulâncias, a expansão da frota de motolâncias, a criação de plataforma de ensino, a melhoria da comunicação via rádio com sistema digital e a constante capacitação de profissionais”, destaca.

O SAMU é um programa do Governo Federal, administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), e que presta atendimento em casos de urgência clínica, traumática, obstétrica e psiquiátrica. Atualmente, são 11 ambulâncias que ficam estrategicamente distribuídas na cidade, sendo oito de suporte básico e três de suporte avançado, além de quatro motolâncias, que são motos pilotadas por técnicos de enfermagem.


Da Redação
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