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Assédio a Pedro e desejo de Jesus por camisa 9 pressionam Gabigol no Flamengo

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A oferta milionária por Pedro e a declaração do técnico Jorge Jesus de que o Flamengo precisa de um "camisa 9" têm impacto direto no presente e no futuro do atacante Gabigol no clube rubro-negro.

Contratado por empréstimo até o final deste ano, o jogador vê o clube se movimentar para reforçar uma posição que, em tese, seria sua. O treinador já disse que enxerga o atleta como um jogador com mais características de lado de campo. 

Diante da análise do português, o Flamengo acenou com a possibilidade de investir até 12 milhões de euros (R$ 52,2 milhões) por 50% do tricolor.

O negócio não andou, mas as tratativas indicam que o clube dificilmente tentará efetuar a compra de Gabriel, que tem direitos vinculados aos italianos da Internazionale de Milão.

Com as baterias viradas para a aquisição de um centroavante de área, o Flamengo tem uma bolada destinada para este movimento no mercado.

Os valores que a cúpula rubro-negra apresentou por Pedro, do Fluminense, não diferem muito daqueles que seriam necessários para comprar Gabriel em definitivo. Como o jogador não vingou na Itália, há o entendimento que uma oferta ao menos próxima de 14 milhões de euros (R$ 60,9 milhões) seria suficiente para concretizar o negócio.

Apesar de não haver nada definido, fato é que Gabriel terá de melhorar seu rendimento caso sonhe com uma permanência após o término do empréstimo.

Apesar de ser o goleador da equipe em 2019 (14 gols), Gabigol tem convivido com algumas críticas de parte da torcida e divide algumas opiniões dentro do clube.

No primeiro teste à frente do time, o time do técnico Jorge Jesus iniciou o jogo-treino contra o Madureira em um 4-1-3-2, tendo Gabigol e Bruno Henrique como uma dupla mais avançada e de presença de área.

Em alguns momentos, o artilheiro alternou de posição com Lucas Silva, ficando mais aberto e com mais liberdade para buscar jogo.

"Em princípio, os jogadores que começaram (o jogo-treino) vão fazer parte da equipe titular. Eles foram bem, mas perderam intensidade com o tempo. Isso é normal, pois estava muito calor", indicou o português, em entrevista ao canal Fox Sports.

Ao passo que ainda aguarda a chegada de ao menos dois reforços, o treinador vai ganhando outras peças. Na última segunda-feira, o uruguaio Arrascaeta retomou os trabalhos no Ninho do Urubu. Já o volante colombiano Cuéllar é aguardado hoje no centro de treinamento.

LEO BURLÁ
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

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