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Brasil conquista terceira medalha de ouro no Pan no taekwondo masculino

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O Brasil conquistou sua terceira medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima na noite deste domingo (28) de forma emocionante.

Imagem: Jonne Roriz/COB

Edival Marques, conhecido como Netinho, 21, virou para cima do dominicano Bernardo Pie na parte final no terceiro e último round e venceu por 17 a 14 a decisão do taekwondo até 68kg.

Durante a luta, o brasileiro afirmou ter notado uma movimentação diferente de seu oponente, deduzindo que ele teria problemas físicos. A partir daí, calculou qual seria sua estratégia: agredir sem parar. 

"Acho que ele estava machucado. Aí pensei em chutar até o final da luta, até ele não aguentar mais. Tinha fôlego para isso e consegui virar", afirmou.

Em suas três lutas até a medalha, o paraibano de João Pessoa contou com o apoio da torcida brasileira, formada por outros atletas, turistas e brasileiros expatriados no Peru. Na arquibancada do centro esportivo de Callao, uma cidade na região metropolitana de Lima, havia uma bandeira do Brasil e outra do Flamengo.

A julgar pelo desempenho dos lutadores brasileiros nas duas primeiras jornadas da modalidade, a torcida pode muito bem ficar maior nesta segunda, no encerramento de seu calendário. 

Até o momento o taekwondo brasileiro ganhou três medalhas neste Pan. No sábado (27), a rondoniense Talisca Reis, namorada de Netinho, foi prata na categoria até 49kg. Antes, o potiguar Paulo Ricardo ganhou bronze na categoria até 58kg.

"Estamos pensando em Tóquio já com certeza. Vamos tentar classificar pelo ranking. Aqui soma 40 pontos, e eu vou subir bastante", disse Netinho. "Vamos continuar na briga."

Antes de alcançar o lugar mais alto do pódio, o lutador dominou seus adversários. Primeiro, bateu o costarriquenho Juan Soto por 30 a 17 nas quartas de final. Pouco depois, derrotou o chileno Ignacio Morales por 18 a 7.

Netinho passou a ser considerado uma grande promessa do taekwondo brasileiro desde que surgiu aos 16 anos, quando foi campeão sul-americano e ouro no mundial juvenil e nas Olimpíadas da Juventude, tudo em 2014. 

Ao passar para o time adulto, seu desempenho caiu e ele acabou não participando da Rio-2016. Agora se apresenta como uma realidade do esporte de elite brasileiro. "Sim, com certeza [deixa de ser promessa]. 

Só eu medalhei em dois Grand Prix, então venho mostrando no decorrer do tempo que não eria só promessa. E está aí, graças a Deus: campeão dos Jogos Pan-americanos", afirmou.

ADRIANO WILLKSON
LIMA, PERU (UOL/FOLHAPRESS) 

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