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Isaquias Queiroz é ouro no Pan com canoa rubro-negra

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Remando com uma canoa rubro-negra, Isaquias Queiroz faturou, nesta segunda-feira (29), sua primeira e única medalha nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019. De ouro.

Imagem: Flávio Florido / Lima 2019

Atleta do Flamengo, o baiano superou o mal súbito que acometeu seu parceiro Erlon Souza no sábado (27) e venceu a final mais esperada da canoagem velocidade, o C1 1.000m.

O medalhista olímpico (ele conquistou duas medalhas de prata e uma de bronze na Rio-2016) fechou com o clube carioca em fevereiro.

A medalha será a única do baiano no Peru, porque o programa dos Jogos Pan-Americanos se adaptou ao novo programa olímpico e retirou a prova do C1 200m, que ele também venceu em Toronto-2015. Sua outra chance de ir ao pódio era o C2 1.000m, prova em que no sábado Erlon desmaiou sobre a canoa no meio do percurso.

Apesar de ter visto seu companheiro ser retirado carregado da água e deixar a área de apoio de cadeira de rodas, Isaquias não sentiu o baque. Enquanto Erlon estava sendo atendido e gerava apreensão de todo o grupo, o astro brasileiro estava disperso. É o jeito dele. 

Concentrado, deixou para ganhar o ouro nesta segunda, em disputa remada a remada contra o cubano Fernando Jorge, vice-campeão mundial do C2 1.000m e campeão do Pan na prova em dupla.

Importante ressaltar que Cuba não escalou seu principal atleta na prova. Jose Ramon Pelier Cordova venceu a etapa da Polônia da Copa do Mundo, única prova internacional disputada por Isaquias na temporada até o Pan, mas foi poupado de vir a Lima. 

O foco dele está no Mundial deste ano, que é classificatório para a Olimpíada. Isaquias também faz preparação voltada para o Mundial e não veio a Lima na melhor forma física.

A medalha foi a segunda do Brasil no dia na Albufeira Medio Mundo, a 180 quilômetros de Lima. Na versão desta prova no caiaque, o K1 1.000m, Vagner Souta comemorou a medalha de bronze. A vitória foi para Agustin Vernice, da Argentina, com folga. 

O brasileiro brigou pela prata, mas acabou superado também pelo canadense Marshall Hughes. A medalha é a terceira da carreira dele no Pan, depois de uma prata e um bronze no K2 e no K4 em 2015.

DEMÉTRIO VECCHIOLI
LIMA, PERU (UOL/FOLHAPRESS) 

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