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Medidas de controle do sarampo serão discutidas em oficina em Teresina

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Medidas de controle do sarampo serão discutidas durante oficina que acontece na quarta-feira (28) na Universidade Federal do Piauí (Ufpi) em Teresina. O evento é gratuito, com vagas limitadas, e aberta aos profissionais de saúde e a população em geral. A ideia é multiplicar informações sobre a doença para evitar um surto. 

Somente este ano são mais de 1400 casos no país. O Piauí notificou um caso importado, de um paciente vindo de São Paulo, estado com maior ocorrência de casos notificados.

A pediatra Dorcas Lamornier alerta sobre as graves complicações ou mesmo à morte por sarampo a um paciente que adquiriu a doença, em qualquer fase da vida. 

"É quase que uma sorte uma pessoa, especialmente uma criança pequena, ter sarampo e se curar sem nenhuma complicação, tão frequentes são as complicações. “O vírus do sarampo também tem uma capacidade de invadir o sistema nervoso central como nenhum outro, que pode ocorrer tanto no período de doença como no período após a recuperação da doença. Encefalite, meningite pode acontecer durante a doença e um tipo especial de encefalite muito grave pode acontecer anos após a aquisição do sarampo, que é a panencefalite esclerosante”, disse a médica que será uma das palestrantes da oficina. 

As complicações são as mais variadas, desde infecções bacterianas, que são as mais frequentes, principalmente as de vias aéreas inferiores, como otite, amigdalite, como também as de vias aéreas superiores, como pneumonia e bronquite, às vezes, muito graves e letais.

A médica explica que, além das complicações respiratórias e do sistema nervoso central podem ocorrer outras complicações. 

"Miocardite, púrpura, sangramentos, coagulação intravascular disseminada, como acontece na sepse por bactéria, hepatite, diarreia, e uma complicação altamente temida, que são as complicações oculares, que podem resultar em úlcera de córnea e  cegueira, especialmente naqueles pacientes desnutridos, que têm uma taxa de vitamina A limítrofe”, reitera a médica. 

Dorcas Lamornier frisa que a vacinação é o melhor tratamento contra o sarampo. 

"A vacinação de rotina deve ser mantida, e adicionalmente, conforme recente nota expedida pelo Ministério da Saúde, recomenda que as crianças de seis meses a um ano de idade devem ser vacinadas agora. Esta medida tem o objetivo de proteger este grupo de crianças, muito suscetível a doença em estágio grave ou mesmo a morte. Além de vacinar essa faixa prioritária, os estados e municípios devem realizar a vacinação de bloqueio frente à identificação de casos de sarampo”, orienta a pediatra.

Para a especialista, a epidemia que o Brasil enfrenta significa que o índice de cobertura vacinal não foi alcançado e que a população está suscetível a reintrodução do vírus.

“Esse único caso não nos deixa tranquilos. Nós sabemos que muitos municípios no Piauí têm cobertura vacinal insuficiente. Aliás, a maior parte dos municípios piauienses tem cobertura vacinal insuficiente e a entrada de um vírus neste momento poderia ter resultados muito trágicos”, alerta.

OFICINA

A oficina sobre o sarampo será promovida pelo Centro de Inteligência em Agravos Tropicais, Emergentes e Negligenciados (CIATEN).

As inscrições devem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/ciaten_sarampo/

 

Da Redação
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