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Thiago Neves marca, Cruzeiro vence São Paulo e acaba com jejum de 9 jogos

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O Cruzeiro acabou com um incomodo jejum e ganhou um fôlego na briga para se afastar da zona do rebaixamento. Em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro, nesta quarta (16), no Mineirão, em Belo Horizonte, o time da casa derrotou o São Paulo por 1 a 0.

Fotos - Vinnicius Silva - CEC

Esse foi o primeiro triunfo do clube mineiro após nove partidas. Já o técnico Fernando Diniz sofreu o seu primeiro revés no cargo –tinha duas vitórias e dois empates. O gol foi marcado por Thiago Neves, no segundo tempo.

Mesmo com o triunfo, o Cruzeiro ainda permanece entre os últimos colocados na tabela de classificação. A equipe mineira passou a somar 25 pontos. Já os paulistas se mantêm com 43, na disputa por uma vaga na Copa Libertadores. 

Na próxima rodada, os tricolores vão enfrentar o CSA, no domingo, no Morumbi. Os mineiros enfrentam o Corinthians, na Arena, no sábado.

Depois de um primeiro tempo truncado e com poucas oportunidades, as equipes criaram um pouco mais na etapa final. Thiago Neves, responsável pela maior parte das jogadas dos mineiros, fez o seu de cabeça, aos 12 minutos. Na sequência, o time mineiro administrou a vantagem.

ESFORÇO POR DANIEL ALVES

O São Paulo montou um esquema especial para que Fernando Diniz pudesse escalar Daniel Alves. Como o camisa 10 havia defendido a seleção brasileira em Cingapura, o time tricolor tinha estudado até a possibilidade de agendar um voo para adiantar o retorno do atleta ao Brasil -que estava previsto inicialmente para acontecer na terça (15). 

O lateral direito chegou na segunda-feira (14), e foi para Belo Horizonte um pouco mais tarde do que o restante da delegação, para ter mais tempo para se recuperar.

200 VEZES REINALDO

O lateral esquerdo vive um dos melhores momentos de sua carreira. O jogador completou a sua partida de número 200 pelo São Paulo. De quebra, ele é o vice-artilheiro do time na temporada com seis gols - atrás apenas de Pablo - e o maior assistente (quatro passes para tentos). 

Coincidentemente, ele renovou o seu contrato com o clube até dezembro de 2021. No entanto, no jogo desta noite, ele teve um desempenho abaixo do esperado, recebeu o cartão amarelo e está fora do confronto com o CSA.

CRONOLOGIA DO JOGO

O equilíbrio predominou no primeiro tempo. Apesar da disposição, faltava objetividade aos jogadores das duas equipes. Poucas finalizações e erros de passe irritavam os treinadores e os torcedores. O Cruzeiro arriscou a primeira vez com Egídio, aos 26 minutos. 

Já o time tricolor só chegou ao gol com Tchê Tchê aos 35. A melhor chance na etapa inicial foi desperdiçada por Pato, que bateu fraco para a defesa de Fábio.

Desde o início do segundo tempo, os anfitriões estavam mais organizados. Ainda no primeiro minuto, Volpi precisou trabalhar após chute de Thiago Neves. A equipe da casa pressionou mais até que o mesmo Thiago Neves, após cruzamento de Marquinhos Gabriel, marcasse de cabeça.

QUEM FOI BEM NO CRUZEIRO

Thiago Neves chamou a responsabilidade e buscou o jogo. Criou e foi premiado ao balançar as redes.

QUEM FOI BEM NO SÃO PAULO

Em um time apático e sem alternativas, Tiago Volpi foi quem menos errou. O goleiro fez uma grande defesa na abertura do segundo tempo e não teve culpa no gol de Thiago Neves, que cabeceou sozinho na área. Arboleda e Bruno Alves também tiveram bons momentos, mas com alguns sustos na saída de bola.

O DESEMPENHO DO CRUZEIRO

Nervosos, os donos da casa se atrapalhavam na hora de dar o último passe ou concluir alguma jogada. A equipe insistiu muito nas jogadas pelo meio e não soube aproveitar os vacilos do São Paulo. 

Na segunda etapa, com a saída de Robinho, o time passou a ser objetivo e criou mais. Logo de cara, o Cruzeiro deu trabalho para Tiago Volpi, que nada pôde fazer no gol de Thiago Neves.

O DESEMPENHO DO SÃO PAULO

O time colocou em prática o estilo de Fernando Diniz e tocou a bola desde o campo de defesa. Em alguns momentos, a equipe falhou no passe e deu alguns sustos. O time tricolor mostrou dificuldade e lentidão para ir ao ataque. 

No segundo tempo, Diniz tentou mexer na formação ao trocar Juanfran por Vítor Bueno. A produção não melhorou e o time permitiu que o adversário chegasse mais.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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