Cidadeverde.com
Geral

Sem CNH, motorista de 18 anos em carro de luxo mata produtor visual na Radial Leste

Imprimir

Foto: Reprodução/Facebook/Leandro Caproni

Sem documento de habilitação, em alta velocidade, no volante de um carro de luxo, um homem de 18 anos provocou um acidente atingindo três veículos e matou um motociclista de 27 anos na Avenida Alcântara Machado, a Radial Leste, na capital paulista, na noite desta terça-feira (22).

O motorista, Gustavo Amaro da Silva, foi preso em flagrante e autuado por homicídio culposo –quando não há intenção de matar– na direção de veículo automotor e por dirigir sem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Ele teria completado a maioridade este mês e estaria dirigindo a BMW X1 do pai. O carro, que custa cerca de R$ 200 mil, foi apreendido para perícia. A Secretaria de Segurança Pública não informou se Silva realizou o teste do bafômetro e se o resulto foi positivo ou negativo para consumo de álcool.

Testemunhas afirmaram que ele conduzia o automóvel em alta velocidade no sentido centro quando perdeu o controle, invadiu o canteiro central, derrubou uma árvore e colidiu contra outros dois carros e uma motocicleta na pista contrária. O motociclista morreu no local. Era o empresário, produtor audiovisual e fotógrafo Leandro Caproni, 27. Ele estaria voltando do trabalho para casa, na Vila Matilde, quando a viagem foi interrompida. 

Caproni era dono da produtora de vídeo Sem Cortes Filmes e videomaker oficial da Batekoo, um movimento da comunidade negra. Os condutores dos outros dois carros sofreram ferimentos leves e não precisaram de atendimento. 
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o acidente aconteceu no sentido bairro da Radial, próximo ao cruzamento com a rua Wandenkolk, na Mooca, por volta das 22h30.
Equipes bloquearam duas faixas da Radial, no sentido bairro, o que deixou só uma pista liberada. Ainda assim, em razão do horário, não houve grande retenção de fluxo. O trânsito foi completamente liberado às 3h30. 

UMA MORTE A CADA 12 MINUTOS
O número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo voltou a subir depois de três anos de queda, segundo dados da CET. No ano passado, a cidade registrou 849 mortes, contra 797 em 2017, uma alta de 6,5%. 

No país, são cerca de 37 mil mortos em ruas e estradas por ano –número que equivale a uma morte a cada 12 minutos ou à queda de um jato lotado a cada dois dias. O perverso topo do ranking de vítimas no trânsito é ocupado pelos motociclistas (que estão naturalmente mais expostos a riscos). Em 2016, segundo o Ministério da Saúde, 32% das mortes eram de motociclistas –ocupantes de carros são 24% e pedestres, 21%. 

O forte aumento da presença de motocicletas nas vias é apontado como um dos principais aceleradores de mortes pelo país. Somado às constantes cenas de desrespeito às legislações de trânsito, como a presença de condutores sem CNH, e a falta de fiscalização.

Nos últimos dez anos, pelo menos 2,5 milhões de brasileiros se tornaram permanentemente inválidos para o trabalho e outros 200 mil morreram em consequência de acidentes de motocicletas, segundo dados do Dpvat (seguro para danos causados por veículos). 
Especialistas afirmam que a redução das mortes e de acidentados no trânsito brasileiro passa pela reforma da formação do condutor, pelo incremento da eficiência da fiscalização e por medidas de engenharia que confiram maior segurança às vias onde os brasileiros trafegam, o que inclui, por exemplo, a redução de velocidades em áreas urbanas. 

Fonte: FolhaPress

Imprimir