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Inspeção da Defensoria flagra situação desumana em abrigos dos venezuelanos

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A Defensoria Pública do Estado flagrou situação desumana nos abrigos que estão os venezuelanos em Teresina.

Em inspeção aos dois alojamentos (Poty Velho e Buenos Aires), o defensor Igo Sampaio, coordenação de Direitos Humanos da Defensoria, constatou a falta de alimentação, precária estrutura, fossa entupida com mau cheiro, sistema elétrico comprometido e com risco de acidente. Ao relatar os fatos, o defensor comparou os alojamentos aos de guerra. 

Mais de 15 entidades participaram da reunião convocada pela Defensoria Pública. Todas foram unânimes em relatar as precárias situações que vivem os imigrantes em Teresina.

A coordenadora da Caritas, Lucineide Rodrigues, que ajuda no abrigo do Poty Velho, questionou a prefeitura sobre a falta de alimentos. Segundo ela, há 15 dias a Prefeitura de Teresina enviou cestas básicas para as 60 pessoas que estão no alojamento. 

"A situação é péssima e viola os direitos humanos. Nem animal vive assim, imagine pessoas. Não tem frango, não tem peixe e eles estão indo pra rua pedi", disse Lucineide Rodrigues. 

Segundo ela, no abrigo, alguns recém-nascidos estão com infecção intestinal.

O defensor da União, Benoni Moreira, destacou que a situação é complexa e envolve os governos federal, estadual e municipal. Ele informou que a Defensoria vai ajudar na regularização dos documentos dos imigrantes junto à Polícia Federal.

Escola para os filhos

Os venezuelanos também foram ouvidos. Eles garantem que podem trabalhar, pediram que os filhos fossem matriculados nas escolas e melhoria nos abrigos.

Em Teresina, vivem atualmente cerca de 110 venezuelanos.

Igo Sampaio, defensor do estado, disse que há uma necessidade urgente de uma reestruturação dos espaços. 

"Os espaços estão totalmente inadequados, sem instalação hidráulica, destelhados, as fotos comprovam o ambiente sem as mínimas condições de higiene, o que nos preocupou bastante", disse Igo.

Já no abrigo do Buenos Aires, onde vivem cerca de 60 venezuelanos, houve uma reforma, mas ocorreu um problema com a fossa que agravou a situação. 

"As imagens mostram locais bem inadequados. Em alguns casos como local de guerra. O aspecto de abandono, de devastado, sem a mínima condições, entendemos até como risco de foco de doenças".

O defensor criou um grupo de trabalho e marcou uma nova reunião para o dia 11 de novembro para definir ações conjuntas e consensuais.

"Constatados as responsabilidades do poder público, e se manter inerte, o caminho natural e a judicialização. Entendemos que não é o momento e há espaço para se negociar". 

A secretária executiva de Assistência Social do município, Mauricéia Carneiro, esclareceu que alimentação para os abrigos não foi suspensa, mas que ocorreu uma redução de despesas, devido a falta de repasse do governo federal. 

"Estamos buscando alternativas", afirmou.

Mauricéia informou ainda que busca um coordenador para gerenciar o abrigo e pediu indicação das entidades.

 

Flash Yala Sena
[email protected]

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