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Transplantado percorre o país e chega ao Piauí para incentivar doação de órgãos

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Foto: AsasdoBem/divulgação

A Jornada Asas do Bem chega em Teresina para contar a história de vida do publicitário Alexandre Barroso, de 60 anos, e incentivar a doação de órgãos e tecidos no país. Natural de São Pualo, Alexandre morou por quatro anos em um hospital, passou por três transplantes (dois rins e um fígado), superou doenças e renasceu. 

Essa jornada é uma série de palestras da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) que reforça a importância da doação e o apoio das companhias aéreas para viabilizar, com maior rapidez, o transporte de órgãos, tecidos e equipes médicos para ajudar a salvar vidas. 

A palestra do Alexandre acontecerá nesta sexta (01) a partir das 16 horas no auditório do Hospital Getúlio Vargas, localizado na Avenida Frei Serafim, Centro-Sul de Teresina. Ela conta com o apoio da Associação Brasileira dos Transplantados (ABTx), Central Estadual de Transplantes do Piauí, Associação dos Pacientes Renais do Piauí (APREPI) e da Secretaria Estadual de Saúde. Entrada franca.

Lançada em 2018, a Jornada Asas do Bem passou por 14 estados e o Distrito Federal. As palestras já reuniram mais de 3 mil pessoas em eventos realizados por hospitais, centrais de transplante e iniciativas sociais.  Esse primeiro ciclo será encerrado na capital piauiense. 

O consultor em comunicação da ABEAR, Adrian Alexandri, ressalta que o Brasil é referência  na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Adrian Alexandri destaca que somente em 2018 quase 9 mil  itens para transplante (órgãos, tecidos, equipes médicas, entre outros) foram transportados gratuitamente por aviões. Desse total, cerca de 80% foi movimentado por empresas aéreas brasileiras; os demais transportes são referentes as operações de companhias aéreas estrangeiras, voos privados e da Força Aérea Brasileira, ou transporte terrestre. Ele conta que há uma parceria entre o Ministério da Saúde e as companhias aéreas para o transporte gratuito.  

Assim como o Alexandre, a piauiense Gabriela Noronha, voluntária da Associação Brasileira de Transplantados, representante Norte-Nordeste, precisou de um transplante de fígado ao ser diagnosticada com uma doença autoimune.  Ela foi transplantada em 2013 na cidade de Fortaleza. Ser voluntária para ampliar o número de transplantes foi o meio encontrado para agradecer o ato solidário da família que doou o órgão a ela. 

"Meu fígado saiu de Sobral para Fortaleza em um avião. Nós temos muitas pessoas nas fila de espera. Existe uma grande logística até o órgão chegar ao receptor. O hospital precisa identificar o potencial doador, acionar a central (de transplantes), aguardar a equipe para a retirada e o transporte, que precisa ser rápido. Por isso, esse apoio das empresas aéreas é essencial. O transporte de órgãos é prioritário porque ele não pode ficar muito tempo fora do corpo. Hoje a gente tem essa missão: incentivar a doação de órgãos (e salvar outras vidas)".


A palestra de Alexandre Barroso é voltada para docentes e alunos dos cursos de saúde (Medicina, Enfermagem, Psicologia, dentre outros), profissionais do setor, transplantados e pacientes do hospital.


Carlienne Carpaso
[email protected] 

 

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