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Além de título, Flamengo tenta quebrar 11 recordes no Brasileiro

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A campanha realizada pelo Flamengo até aqui no Campeonato Brasileiro deixou o time perto de recordes. Várias das marcas estabelecidas desde 2006, quando a competição passou a ter o formato atual –pontos corridos com 20 clubes–, estão ameaçadas pelos comandados de Jorge Jesus.

Uma delas poderá ser superada na noite desta quarta-feira (13), no clássico da equipe rubro-negra contra o Vasco, no Maracanã, às 21h30 (de Brasília), com transmissão do Premiere.

Se levar a melhor sobre o rival, a formação da Gávea chegará à sua 25ª vitória, deixando para trás os 24 triunfos obtidos em edições anteriores por Cruzeiro-14, Corinthians-15 e Palmeiras-16.

A seis rodadas do término da Série A, outros recordes também estão perto. O principal deles é o de pontuação. Com 77 pontos, o Flamengo soma apenas 4 a menos do que conseguiu o Corinthians em sua trajetória vitoriosa de 2015. Nos gols marcados (68), a distância é de 9 para os 77 do Cruzeiro-13.

Batido três vezes na campanha, o time carioca pode ainda ser o menos derrotado, superando o São Paulo-06 e o Palmeiras-18, que perderam quatro partidas cada um. Se esse recorde for batido, também será o de jogos seguidos de invencibilidade –hoje, são 19, contra 23 do Palmeiras no ano passado.

Estão ainda na lista de marcas próximas as de melhor saldo de gols (hoje de 42, contra 40 de Cruzeiro-13 e Corinthians-15) e melhor campanha como mandante (46 pontos, contra 50 de Corinthians-15 e Palmeiras-18).

Com 35 pontos conquistados na segunda metade do Brasileiro, o Flamengo poderá também estabelecer a melhor campanha em um turno. Nesse quesito, teria de superar os 47 pontos obtidos pelo Palmeiras no returno do Nacional de 2018.

A tarefa é mais complicada na tentativa de se tornar o melhor visitante. Com 31 pontos nessa condição, a equipe terá de vencer suas três partidas restantes fora de casa (contra Grêmio, Palmeiras e Santos) para superar os 39 conquistados pelo Fluminense-12 como visitante.

Em um quesito, vitórias seguidas, o Flamengo já igualou o recorde. Ganhando todas as oito partidas que disputou na competição entre 10 de agosto e 25 de setembro, a equipe chegou ao mesmo número alcançado pelo Cruzeiro-13. E, com três triunfos consecutivos no momento, ainda poderá quebrar a marca, mas isso lhe exigirá um aproveitamento de 100% até o fim do torneio.

Há ainda a possibilidade de uma conquista pessoal. Atualmente com 21 bolas na rede no Brasileiro, Gabriel Barbosa, o Gabigol, poderá derrubar as melhores marcas registradas até hoje. Jonas, pelo Grêmio, em 2010, e Borges, pelo Santos, em 2011, fizeram 23 gols.

Nada disso, dizem os jogadores, importa neste momento. De acordo com eles, antes de pensar em quebrar recordes, é necessário confirmar o título. A vantagem é de 10 pontos sobre o vice-líder Palmeiras.

"É uma distância muito boa, né? Mas, como a gente falou no vestiário, pés no chão porque ainda falta muito para conquistarmos o nosso grande objetivo, que é o título. O futebol é muito traiçoeiro e nos prega peças se a gente cai em uma pilha errada. Temos agora um jogo extremamente difícil, um clássico. Precisamos mostrar nossa força no Maracanã e conquistar os três pontos", disse o meia Éverton Ribeiro.

A vitória sobre o rival, além de quebrar o recorde de triunfos e deixar o título ainda mais perto, é vista como importante para que a equipe sustente seu bom momento à medida que se aproxima a final da Copa Libertadores. 

No dia 23 de novembro, em um fim de semana no qual poderá até ser campeão brasileiro sem entrar em campo pela competição nacional, a equipe de Jorge Jesus decidirá o título continental contra o River Plate, em Lima, no Peru.

Esse assunto também ainda é deixado de lado nas entrevistas, embora seja óbvia a grande expectativa pela final sul-americana. Do presidente ao centroavante, todos pedem cautela e seguem o mantra do "jogo a jogo". O jogo que o Flamengo tem pela frente agora é o duelo com o Vasco, pelo Brasileiro.

"Não ganhamos nada, meu amigo. Futebol se ganha no campo, não na conversa", disse o cartola Rodolfo Landim. "Tenho que discordar um pouquinho da torcida. É óbvio ela se empolga, mas vamos com calma", concordou o atacante Gabigol, censurando, com um sorriso, os gritos de "campeão" ouvidos no Maracanã no último final de semana.

Fonte: Folhapress

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