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"A regra de transição mais dura foi com os parlamentares", diz secretário da Previdência

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Estreiou nesta sexta-feira (6), no Jornal do Piauí, o Papo Sério, quadro de entrevistas comandado pela jornalista Cláudia Brandão. O primeiro tema abordado foi a reforma da Previdência, a mais polêmica enfrentada pelo governo federal. 

Quem respondeu as perguntas de Claúdia Brandão foi o secretário especial da Previdência e do Trabalho, Rogério Marinho. Na entrevista, ele declarou que não acha injusto os brasileiros se aposentarem com apenas 60% do salário e que a regra de transição mais dura foi a dos parlamentares. 

"Claro que não [é injusto se aposentar com 60%]. Esses 60% se dão a partir de 20 anos de contribuição, como nós estabelecemos um tempo mínimo para se ter 100% de sua realização profissional, você tem que contribuir 40 anos. Significa que é 60% por 20 anos de contribuição, acrescido de 2% para cada ano a mais. Então se você tem 40 anos de atividade, você vai ter 100% do que recebia na época em que era trabalhador, limitado ao teto de R$ 5.880".

Rogério diz ainda que os mais beneficiados com as novas regras do sistema previdenciário são os mais pobres, pois agora sobrará dinheiro para investir em saúde, segurança e educação. 

Para o secretário especial, quem teve a mais dura regra de transição da reforma da previdência foram os parlamentares, mesmo eles tendo pedágio menor e teto maior.

"A regra de transição mais dura foi com os parlamentares. Eles terão que ter 65 anos e terão pedágio de 30% no tempo de transição. Todos os demais brasileiros poderão se aposentar com menos idade. A cada 4 anos eles ganham 34/35 de um salário de deputado. Somente com 10 mandatos, eles terão integralidade e hoje menos de 1% chega a 10 mandatos. Em média um parlamentar se aposenta com 8 ou 12 anos de mandato", argumenta.

Rogério disse que a economia será de 1 trilhão e 70 bilhões de reais nos próximos 10 anos e que isso é motivo para comemorar. "Foi a mais profunda mudança no sistema previdenciário desde sempre no país", declarou.

Jordana Cury
[email protected]

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