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Botafogo mira medalhões de alto custo e sinaliza saída de Carli

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Em plena transição para a adequação do clube ao modelo empresarial, o Botafogo corta custos e os medalhões do elenco estão na linha de frente para abrir espaço a novos nomes.

O próximo na fila para saída é o zagueiro argentino Joel Carli, cujo contrato vai até o dia 6 de abril do ano que vem. Jogador com serviços importantes prestados ao clube, ele tem o respeito da direção, mas há o entendimento de que seu ciclo chegou ao fim.

Ainda não há uma definição sobre o futuro, mas o Bota não vislumbra uma renovação do vínculo e espera se livrar o quanto antes dos salários do defensor, uma das principais referências da equipe.

O movimento é idêntico ao acordo que selou a liberação de Leo Valencia, e ao que deve resultar nas saídas dos experientes Cícero e Diego Souza. Com vencimentos acima do proposto para 2020, a dupla encaminha o adeus.

Com gatilhos no contrato para renovar os vínculos por mais dois anos, a dupla custaria R$ 17,2 milhões até o fim de 2021, valor que o Bota, em momento de reestruturação, não deseja arcar. Os acordos seriam importantes para o time alvinegro ter mais fôlego no mercado da bola.

Outros com custos superiores ao que o Bota pode suportar no momento, Rodrigo Pimpão e Ezequiel também são carta fora do baralho. O primeiro já acertou com o CSA, enquanto o segundo fechou com o Sanfrecce Hiroshima (JAP).

Após o negócio com o clube japonês, o clube alvinegro entende que fica com mais sobra para arcar com os gastos que terá com Rhuan e Luis Henrique, ambos da base, e com Lecaro, reforço peruano que está a caminho.

Com a folha salarial atualmente na casa dos R$ 3 milhões, a diretoria entende que deve iniciar a temporada com apenas R$ 1 milhão comprometido para arcar com os compromissos. Sinônimo de novas saídas nos próximos dias.

CAIO BLOIS E LEO BURLÁ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) 

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