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MP faz apelação e pede correção da pena imposta a Moaci Moura em julgamento

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O Ministério Público do Piauí, através da 14ª Promotoria de Justiça de Teresina, do Núcleo do Tribunal do Júri, apresentou apelação criminal ao Tribunal de Justiça, para que seja corrigida a pena aplicada a Moaci Moura da Silva Júnior. No dia 04 de março, o réu foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídio contra os irmãos Bruno Queiroz e Francisco das Chagas Júnior, e de lesão corporal grave contra Jader Damasceno, vitimados em acidente no dia 26 de junho de 2016.
 
De acordo com o promotor de Justiça Ubiraci Rocha, houve equívoco na dosimetria da pena. A pena-base, de 11 anos e três meses para o homicídio e de dois anos e seis meses para a lesão corporal, não estaria condizente com a culpabilidade do réu, com as circunstâncias e com as consequências dos delitos. 

“Entendemos pela necessidade de majoração da pena-base. As vítimas foram surpreendidas quando trafegavam dentro das regras de trânsito, tendo sido abalroadas brutalmente pelo veículo de Moaci Júnior, o qual transitava em desacordo com a legislação, com alto grau de embriaguez alcoólica ao volante, velocidade incompatível com a via e desrespeito à sinalização semafórica, fatores que intensificam a reprovabilidade da conduta, e por consequência, a culpabilidade do apenado”, relata o representante do Ministério Público.

Segundo o promotor, no que se refere às consequências, estas vão muito além dos resultados típicos de morte e de lesão das vítimas. 

“O pai das vítimas fatais se viu privado, em um único evento, de seus dois filhos; já a vítima sobrevivente convive de forma permanente com sequelas físicas e psicológicas. Existe também um prejuízo social, pela irreparável dissolução do coletivo cultural Salve Rainha”, frisa Ubiraci Rocha. 

O Ministério Público requereu o provimento do recurso, com correção da sentença inicialmente prolatada e reapreciação da dosagem da pena.

Com informações do MP-PI
[email protected]

 

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