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Diretores do Barcelona atacam presidente e pedem demissão

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A sexta-feira (10) começou tumultuada no Barcelona. Seis dirigentes da equipe catalã anunciaram que estão de saída do clube por não concordarem com atitudes da gestão do presidente Josep Maria Bartomeu no que tange às implicações da pandemia de coronavírus e a respeito da contratação de uma empresa de mídias sociais.

Em uma carta aberta aos torcedores, dois dos quatro vice-presidentes do time, Emili Rousaud e Enrique Tombas, e os diretores Silvio Elias, Josep Pont, Jordi Calsamiglia e Maria Texidor afirmaram ter pedido demissão.

Eles criticam Bartomeu e demonstram dúvidas sobre a capacidade do conselho do clube de lidar com os problemas financeiros decorrentes do vírus, que paralisou o futebol praticamente no mundo todo. Recentemente, após uma arrastada negociação, o Barcelona entrou em acordo com seus jogadores e aplicou um corte de 70% nos salários do elenco.

Outro ponto de insatisfação dos dirigentes foi a contratação dos serviços da 13 Ventures no início do ano, uma empresa de mídia para monitorar as redes sociais da equipe da Catalunha.

"Queremos mostrar nosso descontentamento com o episódio infeliz sobre as contas de mídia social, conhecidas como 'Barçagate', sobre as quais soubemos através da imprensa", dizem os cartolas no documento, que desconheciam o acordo com a companhia.

A empresa e Bartomeu têm sido acusados de criação de contas robôs no Twitter para atacar possíveis candidatos à presidência, ex-atletas e ex-treinadores do clube. O atual mandatário do Barça não pode concorrer à eleição do próximo ano por ter sido reeleito para o cargo no último pleito. Na carta, os dirigentes pedem a antecipação das eleições para o quanto antes.

A companhia e o presidente negam as acusações. O contrato foi rompido. Em nota, o Barcelona refuta as acusações e diz que as atividades da 13 Ventures no período do acordo com o clube estão sob análise.

"À luz das acusações sérias e infundadas feitas nesta manhã [sexta] pelo Sr. Emili Rousaud, ex-vice-presidente institucional do clube, em diferentes entrevistas com a mídia, o FC Barcelona nega categoricamente qualquer atividade que possa ser descrita como corrupção; portanto, reserva-se o direito a qualquer ação legal que possa corresponder."

"Como tal, a análise do serviço de monitoramento para redes sociais é atualmente objeto de um amplo relatório independente da PriceWaterhouseCoopers (PWC), que ainda está sendo realizado e, como resultado, ainda está para chegar a qualquer conclusão", diz trecho do comunicado oficial.

Fonte: Folhapress

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