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Crise financeira abala o futebol feminino brasileiro

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O futebol feminino estava mostrando crescimento no Brasil, notadamente via apoio da Confederação Brasileira. A Seleção ganhou uma nova força, participando constantemente de competições internacionais;jogadoras e comissão técnica passaram a ter uma remuneração e uma assistência geral, bem acima de temporadas anteriores.

Foto - Reprodução

A Seleção Brasileira cumpria uma excelente preparação para a Olimpíada do Japão que iria ser realizada a partir de junho e acabou adiada para julho de 2021.

O Campeonato Brasileiro da Série A1 e alguns campeonatos estaduais foram paralisados. O Campeonato Brasileiro da Série A2 também parou. Foi disputada apenas a primeira rodada.

Tudo aconteceu em face do avanço do coronavírus no território nacional. A CBF destinou alguns recursos financeiros em apoio aos clubes para suas manutenções, pelo menos, no início da crise. 

Cada agremiação da Série A2 recebeu R$ 50 mil reais. Agora, porém, estão na imprensa nacional reclamações de atletas que não estariam tendo a necessária assistência dos clubes. De uma maneira mais clara "o dinheiro não teria chegado às atletas, ou apenas parcialmente".

Vários clubes estão citados nas colunas esportivas. Entre os citados, está a Juventude Timonense, da cidade de Timon, primeiro adversário do Tiradentes em jogo realizado em São Luís, com vitória da equipe piauiense.

Segundo matéria da imprensa nacional, o Presidente Jorge Simplício já teria dispensado algumas atletas, mas não confirmou o fim das atividades do clube timonense.

Durante o Campeonato Brasileiro da Série A2 a CBF tinha o compromisso de passar R$ 10 mil para cada clube em jogo como visitante (para reembolso de despesas) e R$ 5 mil nos jogos em casa, como mandante.

As reclamações das atletas sobre a distribuição dos R$ 50 mil no início da crise já chegaram ao conhecimento da CBF, conforme revelou o  Supervisor de Competições do Futebol Feminino da entidade,  Romeu Castro.

A Sociedade Esportiva Tiradentes não consta entre os clubes, cujas atletas estão reclamando por falta de pagamento. E estão em dificuldade também as várias atletas piauienses que atuam em outros estados.

Dídimo de Castro 
[email protected]

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