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Infantino cita ideia de teto salarial no futebol e pede cuidado com torcida

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, citou neste sábado (6) algumas propostas que ouviu nos últimos meses e considerou "interessantes". As ideias mencionadas por ele envolvem um possível teto salarial no futebol e limites aos valores pagos por transferências de atletas.

Crédito: Reprodução/Facebook oficial da FIFA

"Quanto aos aspectos financeiro e de governança, também ouvi algumas propostas interessantes, sobre diferentes assuntos: desde tetos salariais e limites aos valores pagos por transferências, ou outros métodos de taxação, até uma possível obrigação para entidades reguladoras, organizadores de competições e clubes de manterem reservas ou contribuírem para um fundo de reservas que possa servir como assistência em momentos de necessidade como agora", afirmou.

A declaração foi feita em carta enviada a 211 federações e à imprensa. Porém, é importante ressaltar que Infantino não disse se tais medidas serão implementadas; o presidente da Fifa apenas limitou-se a dizer que estas ideias são "interessantes".

O que ele disse defender, de fato, é a aplicação de regras "mais claras e rígidas" para regulamentar o mercado de transferências para impor "transparência absoluta a todo o ecossistema do futebol".

"Pessoalmente, eu defendo uma regulamentação financeira mais clara e rígida, que imponha transparência absoluta e princípios de boa governança não só ao mercado de transferências, mas a todo o ecossistema do futebol. 

A Fifa já tem trabalhado muito nessa área, mesmo que às vezes tenhamos de enfrentar interesses escusos que lutam contra o nosso apelo por melhor governança no nosso esporte. Meus caros amigos, nós precisaremos de todo o seu apoio e comprometimento para levarmos a governança do futebol mundial a um nível mais alto", disse Infantino.

Em relação à pandemia do novo coronavírus, que paralisou o futebol na maioria dos países do Ocidente -incluindo o Brasil, que ainda não retomou o calendário do esporte-, o presidente da Fifa declarou que confia nas decisões tomadas pela federação de cada país e que a avaliação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é fundamental.

Porém, ele também defendeu que é preciso ter paciência para levar os torcedores aos estádios novamente.

"Não nos esqueçamos de que sempre deve haver um lugar para os torcedores. O futebol sem espectadores, claramente, não é a mesma coisa. Mas devemos ser pacientes ao considerar o momento certo de trazer os torcedores de volta aos estádios. Continuaremos a trabalhar incansavelmente, mas também de maneira discreta e respeitosa, para superar estas medidas temporárias e assegurar-nos de que os torcedores sejam recebidos de volta de um modo seguro e responsável", comentou.

O plano de auxílio financeiro elaborado pela cúpula mais alta da Fifa deve ser apresentado ao Conselho da entidade em breve, e Infantino promete que este suporte deve incluir também o futebol feminino.

"Estamos desenvolvendo um sistema que possamos gerenciar, mas que também seja baseado nas necessidades existentes. Queremos que o plano de assistência financeira tenha um amplo alcance e inclua também o futebol feminino, enquanto possa operar de forma moderna, eficiente e transparente. Isso significa ter uma sólida estrutura de governança que exija prestação de contas sobre como os fundos serão utilizados", completou.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

Tags: Fifafutebol
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