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Pai de jovem morto em festa diz que missão do filho não acabou

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O pai do jovem Joed Nogueira, de 21 anos, morto em uma festa de aniversário, no último sábado (06), diz não sentir mágoa do suspeito de atirar contra o filho com uma arma de fogo. Para o pai Marcus Daniel Lopes, a missão do filho, que estudava Administração de Empresas e era membro da Igreja Batista, atuando na comunidade jovem, não se encerra com a sua morte violenta e inesperada. 

Marcus Daniel Nogueira diz que o filho sempre buscou ouvir e ajudar com conselhos os jovem da comunidade e que Joed foi à festa a pedido de um amigo que passava por um momento difícil com a família. Veja o depoimento no vídeo acima. 

"Ele não tinha esse hábito de sair Na verdade, ele estava em uma missão. Nós somos evangélicos e eu nunca criei meu filho 'da casa pra igreja da igreja pra casa'. Eu preparei ele para estar no meio dos que estavam precisando. Depois, eu fui entender o problema que o amigo dele estava passando, que não era fácil, a separação dos pais, muitos problemas. Muitos me relataram que meu filho tinha o interesse de ajudar ele, queria estar por perto. Ele estava na missão de Deus e só queria acompanhar o amigo, ele não sabia do ambiente que ele ia".  

Sobre a noite do crime, o pai  relata que, ao que tudo indica pelos comentários, que o filho foi a "primeira vítima (do atirador). Não sei se a ordem era não deixar ninguém sair, disseram que ele levantou os braços e clamou para não atirarem, mas tiraram quando ele virou as costas". 

Sonho

O pai conta que Deus o preparou para uma possível partida inesperada do filho e que, em sonhos, já se viu velando o corpo do filho. "Eu nunca esperei, mas Deus sempre me mostrava que eu não via o meu filho me velando, sempre eu via que ia velar ele. Acho que essa força todo é porque Deus me mostrava tudo isso. Sempre quando ele saia me preparava para o que poderia vir. No sábado tive a oportunidade de passar o dia com ele. Deus me preparou". 

Marcus Daniel foi até a delegacia e conversou com o delegado para prestar esclarecimentos.  "Eu disse que o único interesse que tenho é pegar os pertences do meu filho. Ele me mostrou a foto do rapaz (suspeito de atirar) e em nenhum momento gerou ira, ódio". 


Alvo dos tiros e Investigação 

Joed comemorava o aniversário de 18 anos de Ryan Rodrigues de Paiva, que era o principal alvo do atirador. A comemoração era na residência de Ryan, localizada na Vila Uruguai, zona Leste de Teresina. Cerca de 40 pessoas participava da comemoração quando ocorreu o tiroteio. Além de Joed, uma segunda vítima - que não era alvo do atirador - também morreu. 

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. O coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa - Baretta, diz que o aniversariante Ryan Rodrigues de Paiva era o principal alvo do atirador. 

A equipe de investigação colhe depoimentos e avança no caso. Dois suspeitos de participar do tiroteio e de assassinar as vítimas já foram identificados. "Nós já ouvimos algumas pessoas, inclusive o próprio Ryan". 

O delegado fala sobre a cena do crime: "quando ele (atirador) entrou na casa, avistou outro desafeto - que não era o Ryan - e foi logo efetuando disparos. Nisso, ele atingiu o primeiro rapaz com um tiro na cabeça. Efetuou outros disparos e atingiu o outro rapaz com um tiro no rosto. Ele atinge também o Ryan com um tiro no abdômen e no braço, mas a mãe do Ryan consegue puxar o filho, que se trancam no banheiro. Ele tentou arrebentar a porta do banheiro,mas faltou munição. Por isso, ele não consumou a morte de Ryan e empreendeu fuga".

 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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