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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro não era paciente, dizem hospitais de Atibaia

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Fabrício Queiroz / Foto: Polícia Civil de SP

O Hospital Novo Atibaia afirmou, em nota, que Fabrício Queiroz não realizava tratamento contínuo no hospital. Entretanto, segundo a nota, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro esteve no hospital para consultas em janeiro e abril deste ano, bem como para exames laboratoriais, em maio.

Outro hospital de Atibaia, o Albert Sabin, declarou que Queiroz não é um paciente da unidade. Pessoas que tiveram contato com Queiroz disseram que ele fez duas cirurgias na Santa Casa de Bragança Paulista, porém, o hospital não quis dizer se Queiroz realizava tratamento de câncer nele.

Em uma "live", o presidente Jair Bolsonaro disse que Queiroz estava em Atibaia porque fazia tratamento conta o câncer em um hospital nessa região.

Defesa pede prisão domiciliar

A defesa de Fabrício Queiroz, apontado pelo Ministério Público do Rio como "operador financeiro" do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entrou com habeas corpus ontem. O advogado Paulo Emílio Catta Preta pede que ele vá para prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde - Queiroz se recupera de um câncer. A defesa também questiona a necessidade de mantê-lo preso sob o argumento de "ameaça às investigações".

Preso anteontem em Atibaia, no interior de São Paulo, e transferido para o Rio no mesmo dia, Queiroz está isolado em uma cela de seis m² no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, onde ficará por 14 dias. O isolamento se deve ao protocolo de segurança para evitar a propagação do coronavírus. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Queiroz "passa bem".

Ao pedir a prisão preventiva, o MP do Rio solicitou à Justiça que encaminhasse Queiroz para Bangu, e não para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio. A Promotoria viu "risco iminente" de que Queiroz continuasse a praticar delitos se fosse custodiado no BEP.

Em agendas apreendidas na casa onde Queiroz foi preso havia anotações com nomes de "policiais militares e federais que, aparentemente, poderiam, em tese, facilitar sua vida" no presídio. Nos papéis, havia as anotações "Leonardo policia", "Aroldinho policial federal", "B.E.P", "amigo do Queiroz", e "Aroldinho pode chegar até o Queiroz caso seja preço (sic)".

O juiz Flávio Nicolau, da 27ª Vara Criminal da Capital, levou em consideração os apontamentos da promotoria ao determinar o local do cumprimento da prisão.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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