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Vídeo: antes de sequestrar família de bancário, bando teria roubado uma loja

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Atualizada às 16h06

A mesma quadrilha que sequestrou a família de um gerente do banco Itaú na terça-feira (07) em Teresina é suspeita de participar horas antes do sequestro de um roubo a uma loja na Avenida Gil Martins, zona Sul de Teresina, a aproximadamente um quilômetro de distância da sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). Seis pessoas já foram presas. 

Na tarde desta quinta-feira, o juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos, converteu a prisão em flagrante  em preventiva dos integrantes da quadrilha. Segundo o juiz, "as condutas descritas indicam uma enorme quantidades de crimes, em organização criminosa, cuja a gravidade concreta é evidente, justificando legitima a conversão em prisão preventiva".

O Jornal do Piauí obteve com exclusividade as imagens de câmera de segurança do roubo que se comprovado estará relacionado com o mesmo grupo criminoso. Se não todos, parte dos membros desse roubo  pode ter relação com o sequestro da família do bancário. 

No vídeo, gravado na última terça-feira (07), por volta das 17h, duas horas horas antes de ser deflagrado o sequestro da família do gerente do banco, três homens desembarcam de um carro com as mesmas características de um dos veículos apreendidos com o bando durante o sequestro. Eles entraram em um autocentro localizado na avenida Gil Martins, 

Os homens ficaram cerca de cinco minutos dentro da loja. Um deles inclusive sai com um malote. Eles roubaram do local quase R$ 12 mil, segundo a investigação.   

A Polícia Civil do Piauí já está em contato com os representantes da empresa alvo dos bandidos buscando mais imagens do circuito interno de segurança e mais depoimentos. Há informações que além do carro, o armamento e as caractéristicas física dos criminosos batem com os presos envolvidos no sequestro da família do bancário. 

Outro sequestro de gerente

Essa mesma quadrilha é suspeita de realizar o sequestro de um gerente bancário da Caixa Econômica neste ano. Esse crime é investigado pela Polícia Federal, que agora troca informações com a Polícia Civil do Piauí para comprovar se os sequestros tratam da mesma organização criminosa.

As equipes de investigação apuram se a mesma casa serviu como cativeiro nos dois crimes de sequestro. A família do crime desta semana passou mais de 20 horas sob o domínio dos bandidos.

O Greco segue com a investigação para confirmar as informações. 

As prisões do Greco contaram com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especias (CORE), policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).

 

Carlienne Carpaso (com informações de Tiago Melo)
[email protected] 

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