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PM dispara contra grupo em riacho e é agredido em Elizeu Martins

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Um momento de lazer na zona rural do município de Elizeu Martins, a 490 km de Teresina, virou caso de polícia. Um policial militar é suspeito de atirar contra um grupo de amigos que banhava em um riacho. Além disso, a Polícia Civil também investiga o excesso de legítima defesa das testemunhas  já que o rosto do policial ficou desfigurado. 

Edson dos Santos é terceiro sargento da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele teria usado um rifle para dispersar um grupo que se divertia em um riacho. 

"Inicialmente foram ouvidas as pessoas que se diziam vítimas de um sujeito, nós o identificamos como sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, que teria chegado em um lugar de banho, um riacho, e essa pessoa teria efetuado disparo de arma de fogo, tipo rifle, em direção a essas pessoas", comenta o delegado regional de Canto do Buriti, Yan Brayner.

O delegado comenta que após os disparos o sargento teria sido desarmado. A investigação apura o excesso de legítima defesa. 

"Essas pessoas que inicialmente agiram no intuito de repelir essa injusta agressão, esses disparos, passaram a agredir o policial, agiram com excesso da legítima defesa, que também está sendo apurado nesse procedimento".

Em áudio enviado ao Jornal do Piauí, uma testemunha relata a cena presenciada.

"Um grupo de amigos. Nos reunimos e fomos tomar banho  em um riacho. De repente, um policial lotado no Distrito Federal, conhecido como Zé, que também tem terras nas proximidades, simplesmente chegou com um rifle, sem falar nada e começou a atirar. Pegou o primeiro tiro dentro da água, o segundo tiro atingiu uma pessoa. Tinha um rapaz próximo do carro do atirador. Quando ele ouviu os tiros, os gritos das pessoas, e olhou para o lado e viu o cara atirando de cima para baixo foi para o cara e o agarrou. Teve uma luta corporal. Depois que parou os disparos, a multidão foi ajudar o rapaz na tentativa de amarrar (o atirador)".

O rosto do policial ficou deformado com as agressões. Ele e os denunciantes já foram ouvidos pelo delegado, que também investiga o desaparecimento da arma funcional do militar. 

"Essa arma desapareceu durante a situação. A gente está apurando se houve furto da arma de fogo ou se ela se perdeu em virtude da região ser um local de matagal", disse o delegado.   

 

Carlienne Carpaso (com informações de Tiago Melo)
[email protected]

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