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Maternidade abre sindicância em caso de criança grávida em estupro

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A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) informou que vai abrir uma sindicância para apurar se houve omissão no processo de acolhimento, no que se refere às consultas do pré-natal, de uma criança vítima de estupro, que está grávida do agressor, com o qual vivia maritalmente. 

A criança recebeu atendimento, no dia 26 de agosto de 2020, no Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS) para realização de exame pericial. No atendimento, a vítima estava acompanhada da avó e de um conselheiro tutelar. 

O conselheiro Ivan Castro relata que o Conselho Tutelar foi acionado pelas supostas agressões contra à criança e ao chegar no local constatou que ela também estava grávida.  O conselheiro denunciou o caso e lamentou a conduta dos órgãos de saúde, que acompanham a garota, por não informarem a situação. 

O Conselho irá denunciar o caso ao Ministério Público por estupro, violência física, psicológica, patrimonial e abandono intelectual.  A denúncia também irá incluir a omissão dos órgãos de saúde (Maternidade Evangelina Rosa e UBS)  e da escola na qual a criança é aluna por não denunciarem o fato ao Conselho Tutelar.   

Veja nota na íntegra

O Diretor  da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) esclarece que, no dia 26 de agosto de 2020, por volta das 22h,  foi atendida no Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS) para realização de exame pericial, uma vítima de 12 anos de idade.

A vítima estava acompanhada  da sua avó materna e de um conselheiro tutelar. A vítima foi atendida, segundo a rotina do Serviço, pela equipe multiprofissional do SAMVVIS. Os dados coletados e o exame físico foram compatíveis com gestação em curso do sexto mês.

A vítima informou ainda, que já tinha feito várias consultas de pré-natal, as primeiras em uma UBS e as últimas na MDER; no presente, a Direção da MDER,  após tomar conhecimento da ocorrência, decidiu abrir uma sindicância para verificar se houve omissões durante o processo  de acolhimento à vítima no que se refere às consultas do pré-natal.

 

 

Carlienne Carpaso
[email protected]  

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