Cidadeverde.com
Geral

Samu de Teresina faz alerta após atender 54 vítimas de choque elétrico neste ano

Imprimir

Foto:FMS

Levantamento divulgado nesta terça-feira (15) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) revela que 54 pessoas foram vítimas de choque elétrico em Teresina de janeiro a setembro deste ano. 

Destas 54 pessoas que sofreram descargas elétricas, sete morreram ainda no local da ocorrência. Entre estas vítimas está a empresária Kerollayne Oiveira, de 25 anos, que morreu no último fim de semana ao ser eletrocutada em uma lanchonete na zona Norte. 

Diante dos dados, o Samu de Teresina faz um alerta para que as pessoas tenham atenção redobrada para não sofrerem descargas elétricas. 

O diretor clínico do SAMU, João de Deus, afirma que, dependendo da intensidade, a corrente elétrica no corpo do indivíduo pode ocasionar queimaduras, problemas cardíacos, lesões neurológicas ou mesmo a morte. 

"Por isso, tenham cuidado com fios desencapados e tomadas, não mexam em aparelhos elétricos energizados com as mãos molhadas e fiquem afastados de fiações elétricas na rua”, alerta.

A enfermeira do Samu, Tânia Furtado, explica que, em caso de choque elétrico, é necessário desligar a fonte de energia, sem tocar na vítima. 

“Se não for possível desligar a fonte de energia, deve-se afastar a pessoa com material não condutor que seja seco (madeira, plástico, mas nunca materiais de metal).  Em seguida, ligar para o 192 do SAMU ou 193 do Corpo de Bombeiros e descrever o real estado de saúde da vítima. Se a vítima estiver consciente, acalme -a até a chegada da equipe. Agora, se ela estiver inconsciente, mas respirando, deite-a de lado, colocando-a em posição lateral de segurança. Se estiver inconsciente e não respirando, inicie a massagem cardíaca (coloque a vítima no chão e se posicione de joelhos ao lado dela. Então, você deixa o seu braço reto, mãos entrelaçadas e comprime o tórax- região entre os peitos – com o peso do seu corpo”, finaliza a enfermeira.


Para acionar o SAMU, basta ligar para o 192. O telefonista coleta dados como natureza e local da ocorrência e, em seguida, a ligação é repassada para médico, que classifica se é necessário o envio de ambulância ou se faz apenas orientações.

 

 


Izabella Pimentel
Com informações da FMS
[email protected] 

Imprimir