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Palmeiras vacila nos acréscimos e fica no empate contra o Grêmio no Brasileirão

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Foto: César Greco/Ag. Palmeiras

Uma vitória prestes a ser comemorada virou mais uma vez um empate para se lamentar. O Palmeiras ficou no 1 a 1 contra o Grêmio, neste domingo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e perdeu a chance de encostar nos líderes da competição. Se em ocasiões normais trazer um ponto de um jogo fora de casa é um feito positivo, para quem levou o gol aos 46 minutos do segundo tempo o sentimento foi de derrota.

O jogo contra o Grêmio faz lembrar o tropeço diante do Bahia, quando também o empate por 1 a 1 foi sacramentado com um gol sofrido nos acréscimos. O time alviverde abriu o placar já no segundo tempo com Raphael Veiga, mas vacilou e levou o empate em um escanteio completado por Ferreira. Se tivesse vencido, a equipe alviverde teria terminado a rodada somente um ponto atrás do líder Atlético-MG.

Ainda sem contar com Patrick de Paula, Lucas Lima e Luiz Adriano no time titular, o Palmeiras pareceu mais em Porto Alegre o time de atuações monótonas do início do Brasileirão do que o líder absoluto do Grupo B da Copa Libertadores. A falta de criatividade, a lentidão para sair da defesa e a total existência de jogadas de perigo foram gritantes. A primeira jogada de perigo foi só aos 43 minutos de partida. Ainda assim, o goleiro Vanderlei não precisou trabalhar no primeiro tempo.

O Grêmio criou mais, porém esteve longe de dominar o jogo. Em crise e com desfalques, a equipe gaúcha tentou criar mais jogadas principalmente pelas laterais. O ex-palmeirense Diogo Barbosa foi bastante acionado, inclusive. A falta de qualidade levou a equipe a levar grande perigo no primeiro tempo em uma cobrança de falta de Lucas Silva, aos 15 minutos. Depois, aos 38, Alisson quase marcou ao aproveitar a sobra de um cruzamento

O segundo tempo não trouxe um jogo melhor. O Palmeiras tirou Gabriel Menino para evitar um novo cartão amarelo e continuava com imensa dificuldade para criar. Um lance exemplar veio com o meia Danilo, garoto estreante como titular. Ao tentar chutar uma bola de fora da área, furou feio. Retrato fiel de uma partida de poucas finalizações e de raros lances de perigo.

A grande tentativa do Palmeiras para mudar a inércia do jogo veio a partir dos 15 minutos do segundo tempo. Após mais um jogo ruim, Rony saiu e deu lugar a Gabriel Veron, espécie de talismã do clube. Depois foi a vez de Wesley e Luiz Adriano entrarem. A equipe ficou mais ofensiva, passou a ter velocidade pelas pontas e justamente por isso chegou ao gol aos 25.

Após jogada na esquerda entre Wesley e Viña, o cruzamento saiu certeiro para Raphael Veiga emendar de primeira e fazer um belo gol. Se o jogo foi ruim, pelo menos o lance bonito compensou a espera e recompensou a ousadia palmeirense de ter mandado o time avançar no segundo tempo. Mesmo com a desvantagem, o Grêmio demorou a conseguir pressionar.

Nos minutos finais, o Palmeiras recuou bastante em busca do empate e pagou caro por isso. Aos 46 minutos, um escanteio terminou com a cabeça certeira de Ferreira. A bola entrou no canto esquerdo do goleiro Weverton e fechou o placar de um jogo ruim, mas que poderia ter tranquilamente rendido mais três pontos para o time paulista.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 x 1 PALMEIRAS
GRÊMIO - Vanderlei; Victor Ferraz, Paulo Miranda, David Braz e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Ferreira), Matheus Henrique e Darlan (Isaque); Robinho (Guilherme Azevedo), Alisson e Diego Souza. Técnico: Renato Gaúcho.
PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Matheus Viña; Gabriel Menino (Bruno Henrique), Ramires (Wesley), Danilo e Raphael Veiga (Vitor Hugo); Rony (Gabriel Veron) e Willian (Luiz Adriano). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
GOLS - Raphael Veiga, aos 25, e Ferreira, aos 46 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Victor Ferraz e Alisson (Grêmio); Gabriel Menino, Felipe Melo e Viña (Palmeiras).
ÁRBITRO - Rodrigo D´Alonso Ferreira (SC).
RENDA E PÚBLICO - Jogo com portões fechados.
LOCAL - Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

Por Ciro Campos
Estadão Conteúdo

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