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Ambulante denuncia que foi vítima de racismo e intolerância religiosa

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Foto: Reprodução/ Redes sociais

Claudia Rosa ao lado do marido, que também faz parte do Candomblé 

 

A Ambulante Claudia Rosa, 49 anos,  procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência e denunciar um episódio de racismo e intolerância religiosa. De acordo com ela, o caso aconteceu na semana passada, em frente ao Base Mix Pub, um bar voltado ao público LGBT localizado na rua 24 de Janeiro, centro de Teresina. 

Pelo relato da ambulante, que é adepta do Candomblé, uma funcionária do Pub teria utilizado termos racistas, como 'macaca' e 'negra imunda',  durante uma discussão. Além disso, a funcionária teria se referido aos fios contas utilizados como 'coisa do diabo', o que teria caracterizado um caso de intolerância religiosa.

"Ela disse que eu estava inventando coisa com o nome dela, porque ela é branca e eu sou preta. Eu me senti um nada,  mais pequena do que uma formiga", contou a ambulante ao cidadeverde.com . 

Claudia Rosa afirma que trabalha há mais de cinco anos no local, vendendo bebidas e bombons. Segunda ela, essa foi a primeira vez que foi vítima de racismo e intolerância no local. 

O boletim de ocorrência foi registrado na Centra de Flagrantes, mas o caso deve ser investigado pela Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias e proteção dos Direitos Humanos.

A ambulante afirma que espera que a funcionária do Pub responda na Justiça pelas palavras proferidas. 

"Eu espero que Deus mude o coração e a mente dela, para ela pensar nas pessoas e respeitar o próximo. Espero que ela pague o que merecer na Justiça. Ela tem que respeitar as pessoas, independente de religião ou não", afirmou Cláudia Rosa. 

Outro Lado

O Cidadeverde.com conversou o proprietário do bar onde a funcionária apontada como autora dos insultos racistas trabalha. Ele afirmou que, como o episódio aconteceu fora das dependências, o estabelecimento não vai se posicionar. 

O Cidadeverde.com também conversou com a funcionária apontada como autora dos insultos racistas, identificada como Francisca. Ela nega que tenha proferido xingamentos racistas e que tenha sido intolerante contra a vendedora ambulante Cláudia Rosa, apesar de confirmar a existência de um atrito entre as duas.

Segundo a funcionária do PUB, a discussão teria sido motivada porque a vendedora ambulante inventou histórias a seu respeito. 

A funcionária também afirmou que não descarta a possibilidade de registrar um Boletim de Ocorrência contra a vendedora ambulante, Cláudia Rosa. 

 

Natanael Souza
[email protected] 

 

 

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