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Desconfigurados, Corinthians e Santos fazem clássico fraco e empatam em Itaquera

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Foto: Ivan Storti/Santos FC

 

É verdade que Corinthians e Santos estavam "desconfigurados" em razão dos desfalques, mas ainda assim equipes fizeram um clássico muito fraco e empataram por 1 a 1 na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada do Brasileirão. Ruim para ambos: o Corinthians perdeu a chance de se distanciar da zona de rebaixamento e o Santos de se aproximar da briga pela liderança.

O Corinthians chegou a quatro jogos sem vitória, agora com dois empates e duas derrotas. Já o Santos está invicto há 11 partidas, com sete empates e quatro vitórias, contando os compromissos do Brasileirão e da Libertadores. Por outro lado, o Santos segue sem vencer clássicos em 2020, com três derrotas e três empates.

Os dois times estavam cheio de desfalques, por causa de lesão, suspensão ou convocação para as seleções. O Santos, por exemplo, não pôde contar com seu principal jogador, Marinho, com dores na coxa esquerda. O lateral-direito Madson foi improvisado para atuar mais à frente e se deu bem: abriu o placar aos dez minutos, aproveitando cruzamento de Jean Mota.

Após o gol, o Santos recuou demais. O Corinthians começou a ficar com a bola, mas não sabia o que fazer com ela. Mostrou novamente por que passou em branco nos últimos três jogos. No fim do primeiro, porém, o Corinthians voltou a marcar depois de 345 minutos. O escanteio foi cobrado, Gil desviou e Danilo Avelar dividiu com o goleiro João Paulo pelo alto e empatou. Falha do goleiro santista, que vinha sendo destaque nos últimos jogos.

Para o segundo tempo, o Corinthians voltou com três mudanças no setor ofensivo: entraram Cazares, Gustavo Mosquito e Boselli. O técnico interino Dyego Coelho sabia que o empate não era suficiente para aliviar a pressão no Corinthians. Já o Santos retornou com Tailson no lugar de Jean Mota.

Se o primeiro tempo tinha sido "arrastado", com o Santos fechado e o Corinthians sem criatividade, a etapa final começou agitada. Ambos os times passaram a se arriscar mais. Esbarravam na qualidade técnica dos jogadores, que cansaram de errar passes.

As mudanças melhoraram o Corinthians, mas Coelho ainda não estava satisfeito e voltou a mexer ao colocar Camacho. Os mandantes tinham o domínio do jogo. O Santos, assim como no primeiro tempo, começou a ficar mais recuado a partir dos 15 minutos e não tinha chances nos contra-ataques. A defesa corintiana levava a melhor em quase todas as jogadas.

Apesar da tentativa de pressão do Corinthians, o goleiro João Paulo quase não teve trabalho na primeira metade do segundo tempo. O mesmo aconteceu com Cássio, que praticamente só assistiu ao clássico da sua meta. O auxiliar Cuquinha, então, aproveitou que o zagueiro Luiz Felipe pediu substituição e colocou o atacante Marcos Leonardo, deslocando Madson para a defesa.

Na teoria, o Santos ficaria mais ofensivo. Na prática, porém, a postura da equipe continuou igual. Talvez até pela sequência de jogos e viagens, porque também disputa a Libertadores, ao contrário do Corinthians. Aos trancos e barrancos, os mandantes tentavam levar perigo e Vital mandou uma bomba da entrada da área, mas João Paulo fez boa defesa e o clássico terminou empatado em Itaquera.

Agora com 21 pontos, o Santos volta a jogar no domingo, quando receberá o Grêmio, na Vila Belmiro. No mesmo dia, o Corinthians, com 14, visitará o Ceará.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 SANTOS
CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Gil, Danilo Avelar e Lucas Piton; Gabriel, Roni (Camacho) e Luan (Cazares); Gustavo Mantuan (Vital), Léo Natel (Gustavo) e Jô (Boselli). Técnico: Dyego Coelho interino).
SANTOS - João Paulo; Pará, Luiz Felipe (Marcos Leonardo), Luan Peres e Felipe Jonatan (Wagner); Pituca, Jobson e Jean Mota (Tailson); Madson, Lucas Braga (Ivonei) e Kaio Jorge (Lucas Lourenço). Técnico: Cuquinha (auxiliar).
GOLS - Madson, aos 10, e Danilo Avelar, aos 45 minutos do primeiro tempo.
ÁRBITRO - Marcelo de Lima Henrique (SP).
CARTÕES AMARELOS - Lucas Braga, Lucas Lourenço e John; Roni e Avelar.
LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

Por Guilherme Amaro
Estadão Conteúdo

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