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Testes para vacina contra Covid são suspensos após doença inexplicada em voluntário

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Foto: Cidadeverde.com

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu nesta terça-feira (13) um comunicado da empresa Janssen-Cilag -divisão farmacêutica da Johnson & Johnson- informando da interrupção dos testes da vacina contra o novo coronavírus, por conta de um "evento adverso grave". A empresa anunciou ontem que um voluntário teve uma doença inexplicada. 

Em nota, a agência brasileira afirma que ainda não obteve mais informações, pois o processo está marcado por sigilo.

"Nesse comunicado, a empresa informa que o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior. Maiores detalhes sobre o evento e o estado de saúde do voluntário permanecem em sigilo", informa o texto da nota.

"O estudo continuará interrompido até que haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas", informa o texto.

A Anvisa também relata que a inclusão do primeiro voluntário no estudo para a vacina no Brasil ocorreu no dia 9 deste mês. Novas inclusões só poderão ocorrer com eventual autorização da agência brasileira, "que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente do estudo clínico, com base nos dados de segurança e avaliação "risco/benefício", afirma a nota.

A empresa Johnson & Johnson anunciou, na segunda-feira (12), que suspendeu temporariamente os testes clínicos da vacina contra Covid-19 devido a uma doença inexplicada em um dos voluntários do estudo.

A empresa farmacêutica também acrescentou que a doença estaria sendo analisada e avaliada por um conselho independente de segurança e monitoramento de dados.

Os estudos da vacina haviam sido iniciados pela Jansen-Cilag em julho, nos Estados Unidos e na Bélgica. No fim de setembro, a empresa anunciou que iniciaria a fase 3 dos testes clínicos de sua vacina -etapa final- em diversos países.

 

RENATO MACHADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

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