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Teresina registra queda de 31% nas internações por Covid-19 em outubro

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Foto: ERBS JR./FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Teresina registrou, desde início do mês de outubro, uma queda superior a 31% nas internações em leitos clínicos em decorrência da Covvid , e 21% nas UTIs tanto da rede pública como privada. Segundo análise do Centro de Operações de Emergência (COE) do município, a capital encontra-se em um momento de estabilidade em relação à doença, com tendência à diminuição dos números.

As taxas de internação em UTIs, que estavam em 62% no início do mês, caíram para 56% ontem (21). Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) mostram que o pico de ocupação no mês ocorreu em 1º de outubro, com 143 pessoas internadas, ao passo que ontem (21) o número já estava em 112. As enfermarias, por sua vez, chegaram a taxas de ocupação de 52,75% e estão atualmente em 47,69% . O ponto mais alto foi em 04 de outubro, com 196 leitos ocupados, número que caiu para 134 até ontem (21).

Os dados mostram ainda a queda dos óbitos na cidade. Comparando a semana epidemiológica 40 - que corresponde aos dias 27 de setembro a 03 de outubro - com a semana 42 - entre os dias 11 e 17 de outubro - a redução foi de 22,22%. Até a última quarta-feira, seis mortes haviam sido registradas.

Diante do quadro de estabilidade dos números da Covid em Teresina, o médico Walfrido Salmito, infectologista do COE, ressalta que não há indicação de medidas restritivas nesse momento. “A queda nos atendimentos relacionados ao coronavírus é um reflexo da diminuição e da estabilidade da doença na cidade, além de uma maior eficiência no tratamento, adquirida com a evolução dos estudos no mundo todo. Atualmente, os médicos sabem lidar muito bem com a Covid e não são mais pegos de surpresa com os desdobramentos da doença”, afirma.

O infectologista ressalta, no entanto, a importância de se continuar mantendo todos os cuidados para evitar a disseminação do coronavírus, como uso de máscara, distanciamento e higienização frequente das mãos. “Não podemos descuidar. O vírus ainda está circulando e é necessário nos mantermos vigilantes para evitar uma segunda onda de casos”.

Ele ressalta que a Fundação Municipal de Saúde monitora diariamente os dados relacionados à pandemia através do Painel Covid-19 e que vem aprimorando as estratégias de rastreio de casos. “Estamos muito mais preparados em relação a exames: na atenção básica, temos à disposição o teste RT-PCR, que é o mais eficiente na detecção do novo coronavírus. À medida que melhoramos a detecção vamos encontrando mais casos, mas podemos ver que isso não se reflete nas taxas de internações em enfermarias e UTIs, nem nos óbitos”, diz.

Da Redação
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