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Escola particular suspende aulas presenciais após professor testar positivo para Covid

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Foto: Roberta Aline

A primeira semana de retorno das aulas presenciais para as escolas particulares de Teresina foi considerada “excelente” pelo presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe), Marcelo Siqueira. Apenas uma escola teve aulas suspensas por um professor testar positivo após a volta. 

“Foi excelente o retorno. Muito bom! Apenas uma escola apresentou um caso de Covid e teve que suspender as aulas, exatamente porque é esse o protocolo. Todas as escolas fizeram as testagens nos professores e funcionários envolvidos com o 3º ano e as faculdades em alunos e professores”, destacou o professor Marcelo Siqueira. 

Ele confirmou que a escola com caso foi o Instituto Dom Barreto, que já suspendeu às aulas por dez dias, tempo considerado longo, pelo presidente do Sinepe. Ele afirma também que não houve risco de contaminação. 

“Eles suspenderam por dez dias e não é preciso todo esse tempo, acredito que devem rever. Foi um professor só e está muito tranquilo, porque o pincel que ele usa é só dele, usava máscara, face shield e até agora não há informação de transmissão”, justifica. 

O presidente da entidade disse ainda que não é preciso ter alarde, porque é o mesmo procedimento adotado em todo país. “No Brasil todo aconteceu isso. Casos vão aparecer e o procedimento é suspender as aulas por três dias e depois retornar. É normal. Temos que agir com naturalidade. Em São Luís (capital do Maranhão) está acontecendo assim, na semana suspende as aulas naquelas turmas e nem é a escola toda. Então isso vai acontecer”, argumenta Marcelo Siqueira. 

Já o presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (Sinpro), Jurandir Soares, também se manifestou sobre o caso e disse que atitude do Dom Barreto deve servir de exemplo. 

"A atitude do Dom Barreto foi muito importante. Eu tirei o chapéu para o colégio, de não abafar essa situação. Diga-se de passagem era um dos colégios que estava o protocolo mais adequado. Eu mesmo fui verificar e foi até referência para muitas escolas. Mostra então, que não estamos imunes a essa doença. A atitude de suspender as aulas foi salutar e transparente para a sociedade e que os outros colégios que testarem positivo devem seguir, ou seja, obedecer ao protocolo", afirmou o presidente do Sinpro, professor Jurandir Soares.

Cidadeverde.com tentou contato com assessoria do Instituto Dom Barreto, mas não obteve sucesso. O espaço está aberto para manifestação da escola. 

oto: Roberta Aline

Na triagem, 13 professores positivos 

Ainda na triagem dos professores, antes do início das aulas, pelo menos 13 professores haviam testado positivo e estavam assintomáticos, estes sequer chegaram a retornas às salas. A informação é do Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (Sinpro), que disse ainda que o professor do Dom Barreto havia testado negativo na triagem, por isso estava apto ao retorno. 

“Ele já tinha feito o teste na triagem e dado negativo, mas depois positivou. A escola afirma que foi em contato fora que ele havia se contaminado, parece que alguém da família dele. E suspenderam as aulas”, explicou o secretário do Sinpro, professor Marcelo Amorim. 

Ele disse que o sindicato ainda está fazendo o levantamento de quantos professores e funcionários voltaram a trabalhar com as aulas presenciais. “Até agora mais de 20 escolas, dessas grandes, retornaram, ainda estamos fechando o levantamento”, destacou. 

Para o professor, que é docente do 3º ano, o retorno “é precipitado”. “Esse retorno é muito precipitado, porque se tinha uma aula remota que está funcionando bem, são as do 3º ano. Os alunos já sabem o que querem, são comprometidos. Dou aula das 7h às 8h40 aos sábados e minha sala está inteira online, inclusive estou aplicando um simulado e os alunos estão presentes. Fazer um investimento grande para voltar dez, doze, 20 alunos, acho precipitado”, analisa. 

O professor disse que recebeu uma denúncia de que em um curso livre de idiomas duas secretárias estariam trabalhando com o teste positivo. “Nós fizemos contato com a Vigilância Sanitária para que fossem até o local e vamos procurar uma resposta na próxima semana”, afirmou. 

 


Caroline Oliveira
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