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Brasil passa de 158 mil mortes pela Covid-19 e mantém média de óbitos estável

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Foto: Antonio Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo

 

O Brasil chegou a 158.468 mortes pela Covid-19, nesta quarta-feira (28), com o registro de 487 óbitos. Foram documentados também 28.852 casos da doença, levando ao total de 5.469.755 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo também divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 430, o que representa um cenário de estabilidade em relação à média de 14 dias atrás. Nas últimas semanas, o país esteve em situação de queda da média, retornando à situação de estabilidade nesta terça.

O Brasil tem uma taxa de 75,7 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (227.563), e o Reino Unido (45.765), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 69,7 e 68,9 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil também já ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (62,7).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 89.814 óbitos, tem 71,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 107,1. O país tem 34.257 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 120.010 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 8,9 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 66,8 mortes por 100 mil habitantes (29.730 óbitos).

Já os dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (28) apontam 28.629 novos casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24h, com 510 novas mortes. Com isso, o total já registrado no balanço federal chega a 5.468.270 casos, com 158.456 óbitos. Há, ainda, 2.361 mortes em investigação.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

Fonte: FOLHAPRESS

 

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