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Bruno Covas liga para Boulos e pede desculpas após ataques de aliado tucano

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Foto:reprodução/redessociais

O prefeito e candidato à reeleição em São Paulo, Bruno Covas (PSDB), pediu desculpas ao rival Guilherme Boulos (PSOL) após uma declaração polêmica feita nesta terça-feira (17) pelo aliado Ricardo Tripoli, ex-deputado federal também do partido de Covas.

Tripoli acompanhou o prefeito na manhã desta terça a uma agenda de campanha no Sindicato Nacional dos Aposentados, no centro da cidade. Covas e Trípoli estavam sentados em uma mesa no auditório da entidade, onde discursaram para sindicalistas.

Enquanto Covas evitou mencionar Boulos em sua fala, Trípoli tratou de atacar o adversário. Uma das frases foi polêmica. "O adversário [de Covas] mata a mãe para ir ao baile de órfãos para poder entrar. Imagine a agressividade que esse sujeito tem", disse Tripoli.

Após repercussão da frase, o prefeito ligou para Boulos para pedir desculpas.

"O prefeito Bruno Covas classifica como inaceitável e desrespeitosa a declaração feita hoje pelo ex-deputado Ricardo Tripoli sobre o candidato Guilherme Boulos", afirmou a campanha em nota. "Atitudes como essa não contribuem para o processo democrático."

"O prefeito Bruno Covas já se desculpou, pessoalmente, com Boulos e espera que as campanhas, seus aliados e militantes mantenham o respeito e o bom nível que tem ditado o tom da campanha até aqui", completa a nota.

OUTRO ATAQUES
Tripoli também disse que, enquanto "Bruno visitava os bailes da terceira idade com a avó dele, dona Lila Covas", Boulos é "filho de pai rico, viveu de mesada a vida inteira, foi para a periferia, mas nunca foi da periferia".

"Ele tem boas roupas, vai a bons restaurantes", disse Tripoli, enquanto era ouvido por Covas, que não interrompeu o aliado, nem criticou a fala quando chegou sua vez de falar.

Tripoli também tentou ligar o PSOL ao PT. Segundo o ex-deputado, "todos os que estão no PSOL antes estavam no PT".
"Estão fazendo uma lavagem de partido? O Lula está apoiando [Boulos], todo mundo está apoiando", afirmou. "Não dá para deixar."


Fonte: Folhapress 

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