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Vasco perde para o Defensa Y Justicia em casa e cai na Copa Sul-Americana

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Mesmo tendo a vantagem de decidir a vaga em casa, no estádio de São Januário, o Vasco acabou eliminado da Copa Sul-Americana na noite desta quinta-feira. O time carioca perdeu por 1 a 0 para o Defensa Y Justicia após ficar no 1 a 1 com o time argentino no jogo de ida. 

Em razão do empate no primeiro jogo, o Vasco jogava por um 0 a 0 nesta quinta. Mas levou um gol no segundo tempo e não teve forças para reagir.

O time argentino não vencia há sete jogos e, nas quartas de final, vai enfrentar o Bahia, que eliminou o Unión Santa Fé, vencendo em Salvador por 1 a 0 e empatando sem gols fora. 

O Vasco, que não vence há cinco jogos, retoma sua luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. No momento, abre a zona da degola, em 17º lugar, com 24 pontos, e volta a campo no próximo domingo diante do Grêmio, em Porto Alegre, pela 24ª rodada.

Antes do jogo, um pequeno grupo de torcedores protestou no portão principal contra o presidente Alexandre Campello. Nada contra a delegação do time que entrou no estádio sem nenhum problema, apesar do grande número de viaturas da Polícia Militar convocadas pela direção do clube.

De última hora, o técnico Sá Pinto não pode relacionar o zagueiro Werley e o meia Fellipe Bastos, vetados pela Conmebol. Eles, segundo o clube, tinham condições após se recuperarem da covid-19, como aconteceu em outros casos com Fernando Miguel, Tiago Reis, Benítez, Talles Magno e Ribamar.

Mesmo com a vantagem do empate sem gols, o Vasco iniciou o jogo decidido a buscar o mais rápido possível a vantagem no placar. Poderia ter marcado o primeiro gol aos 10 minutos, quando Benitez fez lançamento de três dedos para Ribamar em velocidade. Ele avançou, entrou na área e bateu cruzado para fora.

A outra boa chance aconteceu aos 24 minutos, numa falta cobrada por Léo Gil do lado esquerdo. Na segunda trave apareceu o zagueiro Marcelo Alves para cabecear com força. O goleiro Unsain saltou e espalmou com a mão direita, numa grande defesa.

O Vasco só levou um susto aos 27 minutos, quando Lucão saiu errado para tentar cortar um cruzamento e furou. Por sorte, a bola saiu na linha de fundo.

No segundo tempo, o time argentino voltou com Hachen no lugar de Camacho. O novo atacante aos três minutos arriscou o chute de longe para a defesa segura de Lucão. Mas aos 12 minutos, ele não bobeou e abriu o placar.

O lance começou com um cruzamento do lado direito, que resvalou no zagueiro Marcelo Alves e subiu alto. Na queda, a bola tocou no travessão e enganou Lucão. Pior do que isso, o rebote caiu na pequena área para Hachen, que bateu cruzado com a esquerda e saiu comemorando.

Na área técnica, Sá Pinto dava saltos de raiva. Dentro de campo, o nervosismo também assolava os vascaínos que começaram a errar passes e as finalizações. Ribamar perdeu mais duas boas chances para marcar. Uma de cabeça e outra em chute cruzado, de novo, para fora.

Mesmo insatisfeito com o time, o técnico português só fez sua primeira mudança aos 30 minutos quando colocou o atacante Tiago Reis no lugar do zagueiro Marcelo Alves. Aos 35 minutos, colocou mais dois em campo: Juninho e Talles Magno nos lugares, respectivamente, de Marcos Júnior e Benítez.

Nem estas alterações tardias melhoraram a produção do Vasco, incapaz de criar chances para pelo menos empatar e levar a decisão da vaga para os pênaltis.

Aos 48, Juninho ainda acertou chute fora que tirou tinta da trave direita. Enquanto ele levava as mãos à cabeça, Sá Pinto se ajoelhava e xingava na beira do campo. Era o retrato do desespero final.

Fonte: Estadão Conteúdo

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