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Governadores se reúnem hoje com Pazuello para cobrar plano de vacinação em massa

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Foto: Roberta Aline


O governador Wellington Dias (PT) e outros governadores se reúnem nesta terça-feira (8), a partir das 11h, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para cobrar plano de vacinação em massa. 

O governo federal anunciou apenas um plano preliminar de imunização, que pretende vacinar 109 milhões de pessoas a partir de março do ano que vem. A reunião foi solicitada pelo governador Welington Dias, que é presidente do Consórcio Nordeste e coordenador da articulação da vacina no Fórum Nacional de Governadores.  

“Vamos trabalhar para que saia de lá com um cronograma para o Brasil. Se a gente tem um estado com vacina e os outros sem vacina, isso vai gerar um grande tumulto no Brasil”, disse Wellington Dias.

O governador informou ainda que na reunião deve apresentar um cronograma de vacinação. 

“Queremos múltiplas vacinas, a primeira, a segunda, a terceira, a que tiver pronta. Temos o reconhecimento pelas agências reguladoras que são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde”.

Segundo Wellington Dias, a adoção de múltiplas vacinas é necessária porque nenhum laboratório consegue entregar rapidamente 220 milhões de vacina para a primeira dose.

“É  a chance que o Pais tem que sair cedo da crise. Ou seja, se tivemos todos os laboratórios Butantã, Fiocruz, do Reino Unido, da China trabalhando, temos chances de abril, junho completar a primeira dose. Isso é bom pra salvar vidas. Cada 30 dias que a gente fica sem  vacina são 20 mil mortes aproximadamente”.

 

 

Foto: Isac Nobrega/PR

A expectativa dos governadores é que o Governo Federal anuncie o compromisso de adotar múltiplas vacinas na imunização da população contra a Covid-19.

Até o momento, o Ministério da Saúde tem apostado na vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca, a ser fabricado na Fiocruz. Mas a perspectiva é a de que o imunizante só fique pronto em março.

João Doria (PSDB-SP) anunciou que deve começar em janeiro a vacinação da coronavac, produzida pela chinesa Sinopec no Instituto Butantan. Nesta semana, o Reino Unido inicia a imunização em massa com a americana Pfizer.

Diante do avanço em outras frentes, os governadores pressionam Pazuello a comprar vacinas de outros laboratórios, o que é alvo de resistência de Jair Bolsonaro, que já declarou que o Brasil não compraria a vacina chinesa.
No fim de semana, os conselhos de secretários estaduais e municipais de saúde divulgaram uma carta aberta, em que defendem que todas vacinas que tenham segurança e eficácia devem ser empregadas e que o governo deve comandar a organização para a compra de materiais e a estratégia de vacinação.

"A falta de coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar ações nacionais de comunicação e organização da farmacovigilância", diz a carta.

 

"Propósito é salvar vidas", diz governador Wellington Dias

Welllington Dias enfatiza que a meta de todos os governadores e prefeitos municipais é salvar vidas e esse propósito está acima de questões partidárias. 

"Claramente, o que queremos nós governadores do Brasil inteiro e também dos municípios é salvar vidas acima das disputas partidárias. Se uma vacina é aprovada pela agência reguladora, é segura, é eficiente, evita Covid-19, essa á boa vacina. Queremos múltiplas vacinas. Quanto mais laboratórios trabalhando a produção de vacina, mais cedo nós saímos da crise da pandemia da Covid-19 e saímos também da crise econômica, de desemprego, dessa situação indefinida do Brasil. Portanto, o que desejemos dessa reunião com o ministro Pazuello é uma proposta concreta. Múltiplas vacinas no plano nacional de imunização e um plano estratégico para que, no máximo, até julho, sair dessa crise", disse Wellington Dias.

 

Da Redação (com informação da Agência Folha/Fábio Zanini) 
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