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Flamengo se beneficia de tempo livre e vê parte física como decisiva para título

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As eliminações em sequência na Copa do Brasil e na Libertadores ainda são lamentadas no Flamengo, mas os tropeços tornaram a missão de manter o cinturão de campeão do Brasileiro ainda mais importante.

Com apenas uma frente, o time rubro-negro trata de extrair o melhor deste cenário e vê o elenco subir fisicamente na hora do sprint final.

Com uma raríssima semana livre entre a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e a goleada por 4 a 1 sobre o Santos no domingo (13), ambas pelo Brasileiro, o técnico Rogério Ceni tem conseguido nivelar os atletas e colocar uma equipe com mais saúde nos treinos e jogos.

Se antes o time rubro-negro terminava seus jogos em frangalhos e tinha dificuldade para impor seu ritmo, o duelo contra os santistas deixou evidente que a recuperação entre uma partida e outra será uma arma decisiva para a arrancada pela taça.

"Na parte física, a gente evoluiu bastante, tivemos mais volume, mais pressão no adversário. Não gostaríamos de ter tomado um gol. Tentamos colocar o time mais ofensivo possível", disse Ceni.

O gás extra resultou em uma atuação mais regular ao longo dos 90 minutos e uma equipe que conseguiu prensar o rival em seu campo de defesa, lembrando alguns bons momentos da versão campeã de 2019.

Com mais tempo para se recuperar de um desequilíbrio muscular, Gabigol foi bem e teve a companhia de luxo de um endiabrado Bruno Henrique. O camisa 27 explorou suas melhores qualidades, e sua velocidade foi fundamental para o bom resultado.

"Eu gosto muito do Gabigol, ele deu muita dor de cabeça para mim quando jogava contra. Ele teve calma para bater os pênaltis, treinou durante a semana. Separamos ele para fazer uma semana a mais de parte física, e isso foi importante", acrescentou o treinador.

Esse calendário flexível resulta em menos dor de cabeça para o departamento médico, que passou por um período intenso de críticas por conta da demora em devolver os jogadores ao campo.

Diante dos santistas, o treinador só não contou com o suspenso Gustavo Henrique e os lesionados Diego e Willian Arão. Dos dois casos, o do volante, que teve lesão na parte posterior da coxa constatada, é o mais delicado.

"Vejo o João Gomes mais como segundo volante do que primeiro. Nesse elenco, o único primeiro que temos, na minha opinião, é o Arão. Infelizmente, perdemos ele. Ele consegue cobrir bem os buracos do campo, mas o menino fez uma partida ótima", encerrou Rogério.

O time rubro-negro terá mais uma semana livre para treinos até encarar o Bahia no domingo (20), 18h15, no Maracanã. Enquanto muitos dos principais adversários dividem suas atenções entre duas ou mais competições, o Fla espera aproveitar o espaço na agenda para transformar as eliminações em título nacional.

LEO BURLÁ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS)

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