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Covid: Gilberto Albuquerque diz que dificuldade por leitos será maior que em meses atrás

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O Comitê de Operações Emergenciais (COE) se reúne nesta segunda-feira (28) para discutir a situação da pandemia da Covid-19 em Teresina. Desde a semana passada, não há mais vagas na maioria dos hospitais privados para o tratamento de pacientes com a doença e ontem o Hospital São Marcos fez uma carta com apelo para que as autoridades públicas tomem providência para conter o avanço do vírus. 

O médico Gilberto Albuquerque, que assume a Fundação Municipal de Saúde em janeiro, explica que se houver um aumento significativo de casos, a dificuldade por leitos será maior se comparada a meses anteriores. 

"Chama atenção, o número de leitos da rede privada. Em maio, junho e julho, o primeiro setor que chegou a exaurir foi a rede privada. Logo depois foi que ocupamos totalmente a rede pública. Tá parecido com o início do ano. Daí já chama atenção para que a gente possa ter mais cuidado, ter um trabalho mais intenso junto à população pra tentar reduzir esse risco de transmissão e complicação. Apesar de termos mais equipamentos, muita estrutura física adequada, as outras doenças continuam e estão em plena expansão e necessidade de tratamento", alerta Albuquerque, membro do COE.

Ele explica que já manteve contato com o superintendente do HU-UFPI, Paulo Márcio Nunes, e que as tendas montadas no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), no Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi e no Hospital do Monte Castelo continuam em funcionamento.

"O município tem uma estrutura robusta para atendimento covid. Nós precisamos é adequar outras unidades a outras doenças que ficaram desassistidas. Temos 20 unidades exclusivas para covid. O que devemos avaliar é a necessidade das 20, número maior ou menor, pois as outras doenças estão sendo negligenciadas porque o espaço está sendo ocupado por pacientes covid", pontua Gilberto Albuquerque que também é diretor geral do Hospital Getúlio Vargas (HGV). 

 

Graciane Sousa
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