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Avião da FAB saiu de Manaus com 9 pacientes e 5 médicos para Teresina

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Foto: divulgação Aeronáutica 

Atualizada às 10h10

O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) realiza na manhã desta sexta-feira (15) o primeiro embarque de pacientes com Covid-19, que estão sendo transferidos de Manaus para Teresina. Nove pacientes e cinco médicos embarcaram no voo com destino a capital piauiense. 

A Fundação Municipal de Saúde informou que a previsão de desembarque é às 11h30.

Veja nota: 

“A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que a aeronave com nove pacientes acabou de partir de Manaus (AM) em direção a Teresina. A previsão de chegada é para às 11h30. A FMS informa ainda que as equipes estão a postos com uma van e 11 ambulâncias - duas de suporte avançado, seis de suporte intermediário e três de suporte básico - para realizar o transporte até o Hospital Universitário (HU), onde serão internados. A FMS ressalta que os leitos que serão ocupados foram criados especialmente para receber estes pacientes, não acarretando em prejuízo para a população de Teresina”.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, médico Gilberto Albuquerque afirmou que toda estrutura para receber os pacientes com Covid-19 vindos de Manaus está pronta. O Piauí iria receber 30 pacientes amazonenses, mas o Ministério da Saúde mudou a logística e só virá 9 pacientes em condições de viajar.  O translado será feito por avião da FAB (Força Aérea Brasileira), que tem previsão de desembarcar na capital piauiense nesta sexta-feira (15). O Hospital Universitário, ligado a Ufpi (Universidade Federal do Piauí), irá reduz o atendimento como consultas, cirurgias e exames para atender os pacientes do Amazonas.  O superintendente do HU, médico Paulo Márcio Nunes, garantiu que o hospital está com estrutura adequada para receber os pacientes. 

Atualizada às 8h

Foto: arquivo Cidadeverde.com

O Ministério da Saúde informou agora há pouco ao presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, que Teresina irá receber apenas nove pacientes de Manaus para o tratamento da Covid-19 em Teresina. A redução de 30 para nove seria por causa da distância entre as duas cidades, o que demandaria mais oxigênio no transporte dos pacientes para o Piauí.

"Vamos receber hoje nove pacientes, todos clínicos, precisando de internação e oxigênio. Por enquanto, vamos receber hoje esses pacientes porque outras cidades ofertaram ajuda, ficam mais próximas e outros estados ofereceram vagas. Só nove pacientes estão em condições de serem trazidos para Teresina", informou o presidente da FMS. 

Ao Cidadeverde.com, ele disse ainda que o voo da Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não decolou do Amazonas por falta de oxigênio. "Assim que tiver definição, vamos informar", reitera.  

O médico Gilberto Albuquerque disse ainda que serão doados 30 cilindros de oxigênio que vão assegurar o transporte de pacientes do Amazonas para outros estados. 

Ele esclarece que os leitos disponibilizados no Hospital Uiniversitário (HU) para receber os pacientes de Manaus são extras e não afetará o tratamento de piauienses. 

"Os leitos destinados para Teresina e Piauí continuam disponíves. Aqui foi uma situação emergencial em que foram montados 15 leitos iniciais para atender os pacientes provenientes de Manaus. Não afetará a disponibilidade de leitos para os piauienses", disse Albuquerque. 


PACIENTES TÊM ENTRE 50 E 70 ANOS

O superintendente do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), médico Paulo Márcio Nunes, destaca a cooperação entre os estados para acolher os pacientes infectados.

"São Luís, João Pessoa, Rio Grande do Norte, Goiânia, Brasília, ou seja, todos os entes da federação estão unidos para tirar os pacientes de Manaus, não foi só o Piauí. Essa é uma decisão do Ministério da Saúde que convocou os hospitais federais. Estamos prontos", explica Paulo Márcio Nunes. 

Ele explica que os pacientes de Manaus que virão para o Piauí têm entre 50 e 70 anos, são a maioria de homens com fatores de risco, mas que apresentam a doença quase que totalmente estável, alguns poucos com a doença mais severa, contudo sem intubação, sem critério de gravidade maior. 

O médico acrescenta que a logística do transporte é lenta, pois "o que está sendo transportado é gente, é vida. Precisa de muita delicadeza, com muito cuidado, especialmente, um transporte como esse que é coletivo. Tem ainda as questões de segurança, eficácia, máscara, inclusive para a equipe que está transportando", reitera. 


VARIANTE DO VÍRUS

A confirmação da vinda de pacientes de Manaus causou preocupação na população piauiense em geral devido uma variante inédita do coronavírus que circula na capital do Amazonas. Paulo Márcio esclarece que a "cepa está em todo o lugar". 

"Essa cepa está em Teresina, no Mocambinho, no Promorar, no Parque Piauí. Ela (variante) tá no país inteiro, não é só em Manaus. Lá foi o único lugar que fez o teste genético, mas esse vírus não circulou no mundo através de pacientes em aviões do Exército, todo dedicado, todo isolado. Esse vírus veio da China por aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Teresina. Ele entrou pela rodoviária de Teresina vindo nos ônibus. Hoje, essas cepas circulam normalmente no Brasil e não é novidade. Não foi por causa dessa cepa que Manaus entrou em colapso. Lá entrou por questão logística de organização do serviço de saúde, associado a uma dificuldade geográfica de levar o abastecimento de oxigênio que é feito de carro", esclarece o superintendente do HU. 

 

Yala Sena e Graciane Sousa
[email protected]

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