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Venezuelano é barrado no aeroporto e apenas quatro pacientes retornam para Manaus

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Atualizada às 18h

O venezuelano Leonardo Rafael Perez Cova, 46 anos, que teve alta do Hospital Universitário após ser transferido de Manaus para Teresina, foi barrado nesta sexta-feira (22) no aeroporto Petrônio Portella. Ele tentava embarcar de volta para o estado do Amazonas, quando foi impedido por falta de documentação. Ao todo, nove pacientes com o vírus foram transferidos da capital do Amazonas para Teresina.

Leonardo Perez chegou a entrar no avião comercial, mas a funcionária da Sesapi (Secretaria Estadual de Saúde), que acompanhava cinco pacientes no aeroporto, resolveu suspender a ida do venezuelano, alegando que ele poderia ficar barrado no aeroporto de Guarulhos, onde faria conexão. Ele estava sem qualquer documento de identificação.

A Sesapi bancou as hospedagens dos pacientes de Manaus em hotel de Teresina e comprou passagens aéreas em voo comercial com saída, às 15h55, de hoje, com conexão em São Paulo e chegando em Manaus às 0h25. Um deslocamento de mais de 8 horas de viagem.

Visivelmente triste, o venezuelano não quis falar sobre o ocorrido. Ontem, ao ter alta, ele contou que está morando em Manaus há dois anos e trabalha como autônomo. A Secretaria Estadual de Saúde divulgou nota afirmando que irá providenciar a documentação de Leonardo e que ele retornaria a Manaus amanhã, dia 23.

Veja nota da Sesapi:


“A Secretaria Estadual de Saúde esclarece que o venezuelano não pode embarcar nesta sexta-feira (22) por estar com a documentação irregular. A Sesapi acionou a delegacia através de Boletim de Ocorrência para que fosse regularizada a documentação e neste próximo sábado (23) o venezuelano embarcará para Manaus. No momento ele está hospedado em hotel da capital recebendo os cuidados de equipe da Sesapi”. 

Nove pacientes vieram para Teresina na última sexta-feira (15) em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com problemas respiratórios, devido à covid-19. Cinco já tiveram alta e alguns vão continuar o tratamento em casa. Dos quatro que permanecem em Teresina, dois continuam na UTI.

"Dos quatro pacientes internados, dois homens ainda estão na UTI, exigindo cuidados intensivos, porém não estão intubados. Os outros dois pacientes, duas mulheres, apresentaram melhora clínica significativa, receberam alta da semi-UTI para a enfermaria. Uma delas já respira sem ajuda de oxigênio, devendo ter alta hospitalar nas próximas 48 horas", diz boletim do Hospital Universitário.

 

Matéria original 

Cinco dos nove pacientes que vieram de Manaus (AM) ao Piauí na semana passada voltam para casa nesta sexta-feira (22). O voo rumo a capital do Amazonas saíra às 15h55. Até às 15:07 um dos pacientes corria risco de não conseguir embarcar. O venezuelano Leonardo Rafael deixou o documento de identidade no Amazonas. Uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde tenta resolver o problema. 

Os outros quatros amazonenses já estão na sala de embarque do Aeroporto Senador Petrônio Portela. Antes de embarcar, Francinete Dutra, 57 anos, se emocionou ao agradecer a equipe médica do Hospital Universitário da Ufpi. 

“Eu cheguei aqui muito ruim. Eu nem tinha coragem de perguntar sobre meu estado de saúde. E agora estou voltando pra casa bem. Eu nem sabia se voltava. Fui muito bem recebida e sou só gratidão”, contou a manaura, que agora irá reencontrar os três filhos e o marido, que também foi diagnosticado com Covid-19.

“Deixei meu marido com Covid lá. Ele estava em casa e espero que esteja bem”, acrescenta. 

O governo do Piauí entregou aos amazonenses um kit com cajuína, doce, castanha e outros produtos típicos. 

 

Crise em Manaus

Os amazonenses foram encaminhados pelo Ministério da Saúde ao HU da Ufpi por causa da crise diante da falta de oxigênio em Manaus. 

Os cinco  pacientes que embarcam hoje receberam alta e responderam  bem ao tratamento. Alguns deles chegaram a ter 70% do pulmão comprometido e tiveram que ir para Terapia Intensiva.

 

Flash Izabella Pimentel e Yala Sena
[email protected]

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